segunda-feira, 30 de novembro de 2020

A Doutrina Truman

 Guerra Fria

A Doutrina Truman

          Após a Segunda Guerra Mundial, a tensão entre os Estados Unidos (EUA) e a União Soviética (URSS), as duas maiores potências na época, intensificou-se, assumindo um caráter de disputa ideológica por áreas de influência. Esse período, comumente chamado de Guerra Fria, ocorreu entre os anos de 1945 e 1989.

         Sendo assim a ordem mundial tornou-se bipolar, sendo dominada pelas ideologias dos EUA capitalista e URSS socialista. Os demais países do mundo buscou-se alinhar a uma dessas duas ideologias, criando uma cultura do medo com uma eminente Guerra nuclear entre esses dois países. Um conflito mundial entre as duas potências era improvável, mas naquele momento a paz era impossível.

           Em 1946, o ex-primeiro-ministro inglês Winston Churchill visitou os EUA e, em seu discurso, chamou a atenção dos políticos estadunidenses para a dominação hegemônica da URSS no Leste Europeu, a qual ele chamou de cortina de ferro. Essa cortina que o Churchill se refere, foi a divisão da Europa entre as duas ideologias capitalista e socialista, apesar da crítica ser diretamente a URSS. Esse discurso serviu para abrir os olhos da sociedade diante da expansão do comunismo e cobrar responsabilização das nações para impedir o seu avanço.

            No ano seguinte, o presidente estadunidense Harry Truman oficializou a nova orientação política estadunidense. de acordo com essa orientação, denominada Doutrina Truman, os EUA assumiriam a posição de líderes dos países capitalistas da Europa. A partir de então, teve início a Guerra Fria entre EUA e URSS estendendo-se também à rede de influência de ambas as potências. Devido a tomada dessa decisão, os EUA passou a antagonizar com os Soviéticos, assumindo a liderança e vários países alinhando-se automaticamente conforme os interesses em comum.

           Em 1947, o presidente Truman solicitou ao Congresso dos Estados Unidos a liberação de cerca de 400 milhões de dólares para fortalecer governos capitalistas na Grécia e na Turquia. Por causa da grande quantidade de dinheiro solicitada, a Doutrina Truman passou a ser vista com desconfiança pelos estadunidenses. Era muito dinheiro para ser empregada em troca de apoio a países próximos ou no meio da confusão da chamada cortina de ferro.

A Doutrina Truman foi a responsável por colocar os EUA na liderança dos países que possuíam a ideologia capitalista diante da URSS. Só que além de lançada essa doutrina, muito dinheiro foi disponibilizado aos países conforme pode-se verificar na Doutrina Marshall. Mas o que fica escancarado é a disputa pelo poder entre as principais potências, tentando manter a sua hegemonia não só militar como também econômica durante quarenta anos da História Geral.

Referências:

PELLEGRINI, Nelson; DIA, Adriano; GRINBERG, Keila. Vontade de saber história, 9° ano. 3ª ed. São Paulo: FTD, 2015.

 

Fred Costa

 

domingo, 29 de novembro de 2020

Documentos Históricos - Assurbanipal (Poder e Glória)

 Assurbanipal – Poder e Glória

         Assurbanipal viveu no século VII a. C. e foi um dos mais importantes e poderosos reis da Assíria. Em seu palácio em Nínive, mandou esculpir diversos baixo-relevos com cenas de seus feitos heróicos e gravar citações que enfatizavam seu poder e glória. O trecho abaixo é parte dessas citações:

        Eu sou Assurbanipal, Rei do Universo, rei da Assíria, a quem Assur, o rei dos deuses, e Ishtar, a dama da Batalha, ditaram um destino heróico.

        O deus Negal induziu-me a praticar toda espécie de caçada nos campos, e para meu prazer [...] fui indo adiante [...]. no campo, leões selvagens, ferozes criaturas vindas da montanha, ergueram-se contra mim. Os filhotes de leão eram incontáveis [...] cresciam ferozes e devoravam rebanhos, manadas e gente [...].

        No meu desporto eu segurei [...] pelas orelhas um leão bravio da campina. Com ajuda de Assur e Ishtar [...] atravessei-lhe o corpo com a minha lança.

       Sobre os leões que matei, fiz repousar o arco temível da deusa Ishtar. Ofereci-os como sacrifício e sobre eles derramei uma libação de vinho.

     Os grandes deuses em seu conselho [...] fizeram-me ascender ao sacerdócio, o que foi do meu desejo. As oferendas que eu trouxe lhes deram prazer. Os santuários dos grandes deuses, meus senhores, eu restaurei.

KRAMER, Samuel Noah. Mesopotâmia, berço da civilização. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1983. p.66-72.

Referências:

KRAMER, Samuel Noah. Mesopotâmia, berço da civilização. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1983.

VICENTINO, Cláudio; VICENTINO, José Bruno. Projeto mosaico: história – anos finais (ensino fundamental), 6° ano. 1ª ed. São Paulo: Scipione, 2015. p. 146-147.

 

Fred Costa

sábado, 28 de novembro de 2020

Coheça mais a História - Órgaos coletivos

 Os órgãos coletivos

          Inicialmente, as cidades-Estado da Mesopotâmia eram governadas pelos órgãos coletivos. Havia dois órgãos coletivos: o conselho dos notáveis e a assembléia.

           O conselho dos notáveis reunia os membros locais mais poderosos. A assembléia era constituída por homens livres que, antes da urbanização, correspondiam aos líderes tribais.

        Acredita-se que os primeiros reis tenham sido escolhidos pelos órgãos coletivos em ocasiões especiais, como a ameaça de ataque por outra cidade-Estado. De início, eles assumiam a liderança apenas por um certo período.

           Mais tarde, os reis firmaram sua autoridade acima dos órgãos coletivos e a monarquia passou a ser hereditária (ou seja, transmitida de pai para filho, ou para o parente mais próximo).

Referências:

VICENTINO, Cláudio; VICENTINO, José Bruno. Projeto mosaico: história – anos finais (ensino fundamental), 6° ano. 1ª ed. São Paulo: Scipione, 2015. p. 143.

 

Fred Costa

 

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Questão do IFG 2015 comentada - Guerra Fria

IFG (2015) Guerra Fria

QUINO. Toda Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 1993, p. 123 [adaptado]

A tira da Mafalda acima, escrito pelo argentino Quino da década de 1960, e publicada no Livro “Toda a Mafalda” em 1993, faz referência ao período da Guerra Fria, à divisão do mundo entre Estados Unidos e União Soviética após a Segunda Guerra Mundial. Sobre a Guerra Fria, assinale a alternativa correta.

a) Em 1949, diante do crescimento da tensão nas relações entre os mundos capitalistas e socialistas, foi fundada, por iniciativa da URSS, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
b) Os Estados Unidos em 1955 forjaram a criação do Pacto de Varsóvia, aliança militar que reunia os países do Leste Europeu, como Polônia, Tchecoslováquia, Hungria, Albânia, Bulgária, Romênia
c) Em 1947, o secretário de Estado estadunidense, George Marshall, apresentou o programa de reconstrução européia, conhecido como Plano Marshall, que previa medidas de ajuda econômica e financeira à União Soviética.
d) A chamada Doutrina Truman, formulada em março de 1947, serviu de orientação para mapear a política externa dos Estados Unidos ao estabelecer que o comunismo deveria ser combatido a qualquer custo, até mesmo por uma intervenção militar norte-americana.
e) De 1918 a 1945, o conflito entre blocos capitalista-ocidental e socialista-soviético já manifestava seus primeiros sinais. O epicentro da disputa era Cuba destruída pela guerra, dividida entre os aliados ocidentais e a União Soviética.


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a) Em 1949, diante do crescimento da tensão nas relações entre os mundos capitalistas e socialistas, foi fundada, por iniciativa da URSS, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). A OTAN foi fundada por EUA e Canadá, já a URSS fundou o Pacto de Varsóvia.
b) Os Estados Unidos em 1955 forjaram a criação do Pacto de Varsóvia, aliança militar que reunia os países do Leste Europeu, como Polônia, Tchecoslováquia, Hungria, Albânia, Bulgária, Romênia. O Pacto de Varsóvia foi criado pela URSS.
c) Em 1947, o secretário de Estado estadunidense, George Marshall, apresentou o programa de reconstrução européia, conhecido como Plano Marshall, que previa medidas de ajuda econômica e financeira à União Soviética. Pelo contrário, o empréstimo era destinado aos países não comunistas.
d) A chamada Doutrina Truman, formulada em março de 1947, serviu de orientação para mapear a política externa dos Estados Unidos ao estabelecer que o comunismo deveria ser combatido a qualquer custo, até mesmo por uma intervenção militar norte-americana. A doutrina Truman tinha por objetivo impedir o avanço do comunismo.
e) De 1918 a 1945, o conflito entre blocos capitalista-ocidental e socialista-soviético já manifestava seus primeiros sinais. O epicentro da disputa era Cuba destruída pela guerra, dividida entre os aliados ocidentais e a União Soviética. Na verdade não foi Cuba e sim a Alemanha.


Se você acertou PARABÉNS! Caso contrário espero que os comentários tenham ajudado a entender um pouco mais. É um tema pouco abordado nas aulas, o nível da questão é difícil e requer muita leitura. Caso queira alguma questão comentada, deixe nos comentários.

terça-feira, 24 de novembro de 2020

Os ex-escravos após a abolição

 Brasil Império

Os ex-escravos após a abolição

        Em maio de 1888, o imperador D. Pedro II se encontrava em viagem na Europa e sua filha, a princesa Isabel, respondia como regente do Império. Nesse momento, a pressão popular para a abolição atingiu seu auge, e os políticos abolicionistas conseguiram concentrar cada vez mais adeptos no Parlamento. Assim, em 13 de maio de 1888, a Lei Áurea foi aprovada pelos deputados brasileiros e assinada pela princesa Isabel. Essa lei declarava extinta a escravidão em todo o Brasil e foi recebida com festa pelos ex-escravos e pelos abolicionistas em todas as regiões do Império.

         Devemos destacar outras leis aprovadas antes da Lei Áurea que tiveram pouco efeito prático, mas foi resultado da pressão popular sobre os parlamentares e que fizeram o movimento abolicionista crescer cada vez mais. A Lei do Ventre Livre (1871) e a Lei dos Sexagenários (1885), mesmo sendo alteradas pela aristocracia representada no parlamento imperial serviram para golpear a instituição da escravidão. A sociedade percebeu que a escravidão caminhava para o fim, a vinda dos imigrantes tornou-se possível uma nova forma de trabalho no campo sendo ela assalariada.

      A abolição da escravidão foi importante porque trouxe igualdade perante a lei para todos os brasileiros, independente da origem étnica de cada um. Porém, ela não foi suficiente para igualar, na prática, os ex-escravos e seus descendentes aos demais cidadãos brasileiros. O racismo ainda estava bastante presente na sociedade brasileira, causando dor e sofrimento para quem antes pertencia a um senhor.

        Muitos ex-escravos continuaram trabalhando para os fazendeiros em troca de salários muito baixos, enquanto outros buscaram melhores condições de vida nas cidades. Porém, como esses ex-escravos não tinham acesso à educação, nem à moradia ou emprego, eles passaram a viver em condições precárias. Cabe ressaltar que os ex-escravos não receberam nenhum auxílio financeiro, seja por parte dos seus ex-empregadores ou por parte do governo imperial, entregue a própria sorte, vivendo por vezes marginalizados.

      Contudo, foi por meio da formação das redes de solidariedades que os ex-escravos puderam sobreviver e resgatar sua dignidade. Nessas redes, eles se ajudavam mutuamente, arrecadando dinheiro para comprar vestimentas e alimentos, além de trabalharem juntos na construção de moradias. Não chegou a abarcar uma grande quantidade de beneficiários, mas a união de quem antes viviam no cativeiro criando um sentimento em comum.

Nem todos os ex-escravos viveram marginalizados, vivendo da prática de crimes ou morreram sem assistência alguma. Alguns grupos continuaram a trabalhar nas fazendas só que em troca de salários como já ocorriam com os imigrantes enquanto outros quiseram dispor da liberdade migrando para outros lugares e cidades. Foi muito difícil essa transição em que teriam que sobreviver devido a uma prática condenada e por isso atualmente temos políticas afirmativas afim de retratar todo o sofrimento causado a esse povo.

Referências:

PELLEGRINI, Nelson; DIA, Adriano; GRINBERG, Keila. Vontade de saber história, 8° ano. 3ª ed. São Paulo: FTD, 2015.

 

Fred Costa

 

domingo, 22 de novembro de 2020

Documentos históricos - As primeiras sociedades africanas.

 As primeiras sociedades africanas

     Leia o texto sobre as primeiras sociedades surgidas no continente africano e responda às questões propostas.

           [...]

      Foi na África que surgiu o Homo sapiens, há cerca de 160 mil anos, bem como a primeira civilização, o Egito, há 5 mil anos. A evolução da espécie humana teve inicio na África oriental e na meridional, ponto de partida para a colonização do restante do continente e do mundo, quando estas foram se adaptando a novos ambientes e especializando-se até surgirem grupos étnico-linguísticos diferenciados. Mas somente nas últimas décadas do século XX a África deixou de ser um continente subpovoado. Diante de todas essas dificuldades, as sociedades africanas acabaram se especializando em maximizar o número de vidas humanas e as formas de colonizar a terra.

      Durante muito tempo os sistemas agrícolas foram móveis, ou seja, eram adaptados ao ambiente em vez de o transformarem. O pensamento social centrava-se, portanto, na fertilidade e na defesa do homem perante a natureza. As populações, de número restrito e que detinham grandes extensões de terra, manifestavam as diferenças sociais a partir do controle sobre o povo, a posse de metais preciosos e a criação de gado onde o ambiente permitia (sobretudo no leste e no sul).

     Assim, na África o poder estava mais relacionado ao controle de pessoas e rebanhos do que ao domínio permanente de uma porção de terra. Daí que os chamados “impérios africanos” não representavam exatamente entidades territoriais, com fronteiras definidas, como na Europa. E esses impérios, por não permanecerem longo tempo em um lugar, deixaram uma quantidade relativamente limitada de ruínas arquitetônicas. As grandes migrações africanas se encerraram muito recentemente, há pouco mais de dois séculos, ou seja, paralelamente à penetração europeia.

VISENTINI, Paulo Fagundes; RIBEIRO, Luiz Dario Teixeira; PEREIRA, Analúcia Danilevicz. História da África e dos africano. Petrópolis: Vozes, 2014. p. 16.

Referências:

VICENTINO, Cláudio; VICENTINO, José Bruno. Projeto mosaico: história – anos finais (ensino fundamental), 6° ano. 1ª ed. São Paulo: Scipione, 2015. p. 117

VISENTINI, Paulo Fagundes; RIBEIRO, Luiz Dario Teixeira; PEREIRA, Analúcia Danilevicz. História da África e dos africanos. Petrópolis: Vozes, 2014.

 

Fred Costa

sábado, 21 de novembro de 2020

Conheça mais à História - A Epopeia de Gilgamesh e o mito do Dilúvio

 A Epopeia de Gilgamesh e o mito do Dilúvio

       A Epopeia de Gilgamesh é considerada a obra literária mais antiga por alguns estudiosos. A narrativa conta o mito do Dilúvio. Ao que parece, esse mito sumeriano está ligado às constantes e violentas enchentes dos rios Tigre e Eufrates. Esse mito foi adotado com adaptações por outros povos da região.

         Os fragmentos escritos que se conservaram da Epopeia de Gilgames (veja imagem abaixo) reúnem relatos antes transmitidos oralmente. Contam a busca que o mítico rei sumério Gilgamesh, senhor de Uruk, na Mesopotâmia, fez para descobrir o segredo da imortalidade. Essas narrativas míticas descrevem os caminhos, as lutas e aventuras de Gilgamesh. Em uma dessas aventuras, ele encontra o sábio Utnapishtim, único sobrevivente de um dilúvio provocado pelos deuses. Utnapishtim conta para Gilgamesh como sobreviveu e como chegou à imortalidade. No caminho de volta, Gilgamesh encontra a “planta da vida”, que devolvia a juventude aos velhos. Mas a planta foi devorada por uma cobra. Por essa razão, as cobras voltam a ser jovens quando trocam de pele e a humanidade deve aceitar a sua mortalidade. O destino final de Gilgamesh não estão nesses fragmentos, mas a epopéia revela o temor humano diante da morte.

       Leia um treccho da Tábua IX do “Poema de Gilgamesh”, achada em Nínive, na Bilioteca de Assurbanipal. Ela traz o relato de Utnapishtim.

         Um dia, os grandes deuses decidiram provocar o Dilúvio. Ea [Enki, deus da sabedoria] estava junto a eles e me repetiu suas palavras: “Derruba tua casa e constrói um barco, abandona suas riquezas, preocupa-te apenas em sobreviver e embarca em teu navio todas as espécies vivas”. Quando com a manhã se fez um pouco de luz, apareceu no horizonte uma nuvem negra e um assustador silêncio de tempestade cruzou o céu e converteu em trevas o que era luminoso. A terra se quebrou como um vaso. Por seis dias e sete noites soprou um vento diluviano. Quando chegou o sétimo dia, a calma voltou ao mar, se calou o vento nefasto e o dilúvio cessou. Abriu uma escotilha e não se escutava um só ruído: todos os povos haviam se convertido em barro. [...]. Quando chegou ao sétimo dia, soltei um corvo e ele não regressou. Então, dirigi-me aos quatro pontos cardeais e fim um sacrifício aos deuses.

MARCHAND, Pierre. História de La humanidad: las primeiras civilizaciones. Larousse: Barcelola, 1998. p. 62.

Referências:

VICENTINO, Cláudio; VICENTINO, José Bruno. Projeto mosaico: história – anos finais (ensino fundamental), 6° ano. 1ª ed. São Paulo: Scipione, 2015. p. 141.

 

Fred Costa

 

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Lendo imagens históricas - Trono do Imperador Assírio.

 Trono do Imperador Assírio

         Os relevos feitos por artesãos assírios a pedido de Shalmaneser III, que governou o Império Assírio entre 858 a. C. e 824 a. C., ajudaram a entender as suas relações com os reinos vizinhos.

Observe na imagem o relevo feito na pedra que serve de pedestal para o trono do imperador Shalmaneser III representa a relação do governante assírio com o rei da Babilônia, Marduk-zakir-shumi.

Alguns detalhes ajudam a supor que se trata de uma relação de amizade: observe as indicações na imagem.

Os governantes da Assíria e da Babilônia mantinham boas relações desde o final do século X a. C., iniciada no reinado do avô de Shalmaneser, e mantido no mandato de seu pai. Essa proximidade revelava-se nas transações comerciais entre os dois reinos no respeito às fronteiras e no apoio militar. O relevo demonstra certo orgulho na manutenção dessa política.

        Observe os detalhes de duas peças de bronze, que faziam parte do portão do primeiro palácio construído a pedido de Shamaneser III, no atual Iraque.

Referências:

VICENTINO, Cláudio; VICENTINO, José Bruno. Projeto mosaico: história – anos finais (ensino fundamental), 6° ano. 1ª ed. São Paulo: Scipione, 2015. p. 166-167.

 

Fred Costa

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Questão do Enem 2014.2 comentada - Brasil Império (Fim da Escravidão).

Enem (2014.2) Fim da escravidão

Passada a festa da abolição, os ex-escravos procuraram distanciar-se do passado de escravidão, negando-se a se comportar como antigos cativos. Em diversos engenhos do Nordeste, negaram-se a receber a ração diária e a trabalhar sem remuneração. Quando decidiram ficar, isso não significou que concordassem em se submeter às mesmas condições de trabalho do regime anterior. 

(FRAGA, W; ALBUQUERQUE, W. R. Uma história da cultura afro-brasileira. São Paulo: Moderna, 2009)

Segundo o texto, os primeiros anos após a abolição da escravidão no Brasil tiveram como característica o(a):

A) caráter organizativo do movimento negro.
B) equiparação racial no mercado de trabalho.
C) busca pelo reconhecimento do exercício da cidadania.
D) estabelecimento do salário mínimo por projeto legislativo.
E) entusiasmo com a extinção das péssimas condições de trabalho.


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A) caráter organizativo do movimento negro. Não é citado no texto nem nada que indica uma organização realizada pelo movimento negro.
B) equiparação racial no mercado de trabalho. No texto não há referências sobre equiparação racial.
C) busca pelo reconhecimento do exercício da cidadania. Com o fim da escravidão, os negros desejavam ter os mesmos direitos que as pessoas livres, negando qualquer ato que relembrasse a época que eram escravos.
D) estabelecimento do salário mínimo por projeto legislativo. Não aborda no texto em nenhum momento o processo legislativo, principalmente no que se refere a salário mínimo.
E) entusiasmo com a extinção das péssimas condições de trabalho. O texto da pergunta não deixa explícito sobre as condições de trabalho.


Se você acertou PARABÉNS! Caso contrário espero que os comentários tenham ajudado a entender um pouco mais. É um tema bastante abordado e no texto da questão trás bastante informação sobre a alternativa correta. Caso queira alguma questão comentada, deixe nos comentários.

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Questão do Enem 2014 comentada - Primeira Guerra Mundial

Enem (2014.1) 1ª Guerra Mundial

Três décadas – de 1884 a 1914 – separa o século XIX – que terminou com a corrida dos países europeus para a África e com o surgimento dos movimentos de unificação nacional na Europa – do século XX, que começou com a Primeira Guerra Mundial. É o período do Imperialismo, da quietude estagnante na Europa e dos acontecimentos empolgantes na Ásia e na África. 

(ARENDT. H. As origens do totalitarismo. São Paulo: Cia. Das Letras, 2012)

O processo histórico citado contribuiu para a eclosão da Primeira Grande guerra na medida em que:

A) difundiu as teorias socialistas.
B) acirrou as disputas territoriais.
C) superou as crises econômicas.
D) multiplicou os conflitos religiosos.
E) conteve os sentimentos xenófobos.


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A) difundiu as teorias socialistas. No texto não nada que indique teorias socialistas.
B) acirrou as disputas territoriais. Ambos os conflitos citados pela autora refletem a disputa pelo território entre os países europeus.
C) superou as crises econômicas. As crises econômicas ocorreriam após a Primeira Guerra.
D) multiplicou os conflitos religiosos. Não houveram conflitos religiosos que motivassem a eclosão da Guerra.
E) conteve os sentimentos xenófobos. Apesar de vários movimentos nacionalistas, mas houveram outros motivos.


Se você acertou PARABÉNS! Caso contrário espero que os comentários tenham ajudado a entender um pouco mais. É sempre fácil falar de guerra, assim como estudar e principalmente acertar a questão do Enem. Caso queira alguma questão comentada, deixe nos comentários.

terça-feira, 17 de novembro de 2020

Questão do Enem 2013.1 comentada - Brasil Império (Abolicionismo)

Enem (2013.1) Abolicionismo

A escravidão não há de ser suprimida no Brasil por uma guerra servil, muito menos por insurreições ou atentados locais. Não deve sê-lo, tampouco, por uma guerra civil, como o foi nos Estados Unidos. Ela poderia desaparecer, talvez, depois de uma revolução, como aconteceu na França, sendo essa revolução, obra exclusiva da população livre. É no Parlamento e não em fazendas ou quilombos do interior, nem nas ruas e praças das cidades, que se há de ganhar, ou perder, a causa da liberdade.

(NABUCO, J. O abolicionismo [1883]. Rio de Janeiro: Nova Fronteira; São Paulo: Publifolha, 2000)

No texto, Joaquim Nabuco defende um projeto político sobre como deveria ocorrer o fim da escravidão no Brasil, no qual:

A) copiava o modelo haitiano de emancipação negra.
B) incentivava a conquista de alforrias por meio de ações judiciais.
C) optava pela via legalista de libertação.
D) priorizava a negociação em torno das indenizações aos senhores.
E) antecipava a libertação paternalista dos cativos.


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A) copiava o modelo haitiano de emancipação negra. O modelo de haitiano de independência ocorreu através de uma revolta popular, diferentemente da abolição no Brasil.
B) incentivava a conquista de alforrias por meio de ações judiciais. Ocorreu bastante isso no Brasil Império, principalmente através de Luís Gama, mas o texto não trata sobre isso.
C) optava pela via legalista de libertação. A análise exposta por Joaquim Nabuco, negando os extremos representa o que aconteceu de fato culminando posteriormente com a assinatura da Lei Áurea.
D) priorizava a negociação em torno das indenizações aos senhores. Não tem nenhuma indicação referente a essa alternativa no texto. 
E) antecipava a libertação paternalista dos cativos. Não é citada no texto a libertação anteriormente a abolição de 1888. 


Se você acertou PARABÉNS! Caso contrário espero que os comentários tenham ajudado a entender um pouco mais. Essa questão é fácil de responder, pois no texto da pergunta indica para a alternativa correta e o tema é muito tratado em sala de aula. Caso queira alguma questão comentada, deixe nos comentários.