segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

Questão da ESPCEX 1996 comentada - 1ª Revolução Industrial

ESPCEX (1996) 1ª Revolução Industrial

A Primeira Revolução Industrial ocorrida no século XVIII teve por base alguns setores chave, ficando conhecida como a era da(o)

A) carvão e ferro.
B) siderurgia e ferrovia.
C) química e ferro.
D) eletricidade e carvão.
E) siderurgia e construção naval.


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A) carvão e ferro. O carvão e ferro são as características principais do início da Revolução Industrial.
B) siderurgia e ferrovia. A siderurgia é uma característica da Segunda Revolução Industrial.
C) química e ferro. A química surge a partir da Segunda Revolução Industrial também.
D) eletricidade e carvão. A eletricidade é uma característica que pertence a Segunda Revolução Industrial.
E) siderurgia e construção naval. Novamente a siderurgia é uma característica da Segunda Revolução Industrial.



Se você acertou PARABÉNS! Caso contrário espero que os comentários tenham ajudado a entender um pouco mais. Uma questão bem fácil de resolver, já que sempre é explorado esse assunto ao estudar a Revolução Industrial e bastante cobrado em avaliações. Caso queira alguma questão comentada, deixe nos comentários. 

domingo, 30 de janeiro de 2022

Conheça mais à História - Missões Guaraníticas

 Missões Guaraníticas

            Os jesuítas fundaram diversas missões (ou reduções) nas regiões que hoje compreendem os estados brasileiros Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, além de parte dos territórios da Argentina, do Uruguai e do Paraguai. Algumas delas contavam com mais de 10 mil indígenas e, reunidas, somavam aproximadamente 300 mil pessoas no início do século XVIII.

            Nas aldeias missionárias, os jesuítas mantinham certos elementos da cultura indígena, como a propriedade coletiva (da terra, do gado e de outros produtos), a língua (guarani) e alguns costumes que não “ameaçavam” a fé cristã. Por outro lado, os sacerdotes eliminavam a autoridade do cacique e do pajé, além de impor uma disciplina repleta de punições aos “pecados”, incluindo castigos corporais. Isso rompia as tradições dos indígenas e impedia a preservação de seu modo de vida.

            As reduções ou missões guaraníticas chegavam a desenvolver a produção e o comércio de erva-mate, tabaco, madeira e até mesmo de armas, como canhões. Muitas vezes, formavam exércitos utilizados pela metrópole para impor a ordem e a vontade da Coroa.

            Nas terras do atual Rio Grande do Sul, na margem esquerda do rio Uruguai, existia um grupo de instalações jesuíticas, denominado “Sete Povos das Missões”, construídas por ordens da Espanha para demarcar a posse de seu território.

            No século XVIII, um tratado entre Portugal e Espanha dividiu as regiões. Aquelas ao sul do rio da Prata ficariam sob domínio espanhol, e as situadas ao norte, sob domínio dos portugueses. Os indígenas se opuseram à medida e foram violentamente atacados pelas tropas lusas, que, para tomar posse de seus territórios, ali deixaram milhares de mortos.

Referências:

VICENTINO, Cláudio; VICENTINO, José Bruno.Projeto mosaico: história – anos finais (ensino fundamental), 7° ano. 1ª ed. São Paulo: Scipione, 2015. p. 249.

 

Fred Costa

 

sábado, 29 de janeiro de 2022

Conheça mais à História - Os bandeirantes, "heróis nacionais"

 Os bandeirantes, “heróis nacionais”

          A partir do século XIX, alguns escritores passaram a exaltar os feitos dos bandeirantes e vários historiadores transformaram esses personagens em “heróis da pátria”. Alguns chegaram a apontá-los como homens instruídos, acostumados ao luxo e responsáveis pela atual dimensão do Brasil.

            Os estudiosos atuais, no entanto, têm procurado rever criticamente essas interpretações. Em primeiro lugar, eles ressaltam que os bandeirantes agiam com violência, escravizavam os habitantes nativos, atacavam jesuítas e escravos rebelados. Além disso, eles eram, na grande maioria, pequenos lavradores ou comerciantes que buscavam fortuna rápida. Não eram ricos, e na região paulista, extremamente pobre, não havia luxo.

          É preciso lembrar, ainda, que o “mito” dos bandeirantes, como forjadores de uma “raça de gigantes”, foi criado por historiadores do estado de São Paulo. Identificando os paulistas como “desbravadores do Brasil”, eles procuravam justificar a hegemonia desse estado sobre o resto do país, estabelecida no século XIX.

Referências:

VICENTINO, Cláudio; VICENTINO, José Bruno.Projeto mosaico: história – anos finais (ensino fundamental), 7° ano. 1ª ed. São Paulo: Scipione, 2015. p. 247.

 

Fred Costa

 

sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

Questão da ESA 2009 comentada - Primeiro Reinado

ESA (2009) Primeiro Reinado 

Um dos fatores que contribuiu para a abdicação de D. Pedro I e Abril de 1831:

a) a promulgação do Ato Adicional.

b) o conflito entre brasileiros e portugueses no Rio de Janeiro, chamado “Noite das Garrafadas”.

c) a independência da Colônia Brasileira.

d) a criação da Assembleia Constituinte a qual retirava o poder das mãos do lusitano Pedro I.

e) o Poder Moderador, exclusivo do Período Regencial.



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a) a promulgação do Ato Adicional. Esse Ato Adicional, que trazia algumas mudanças na organização política do Império, ocorreu somente após a renúncia de D. Pedro I, no período regencial.

b) o conflito entre brasileiros e portugueses no Rio de Janeiro, chamado “Noite das Garrafadas”. A Noite das Garrafadas é o símbolo da perda de apoio que D. Pedro I tinha da população brasileira no embate contra os portugueses, além da falta de apoio dos militares.

c) a independência da Colônia Brasileira. D. Pedro I foi quem realizou a independência do Brasil, e mesmo após quase 9 anos esse fato, não seria esse o motivo.

d) a criação da Assembleia Constituinte a qual retirava o poder das mãos do lusitano Pedro I. A Assembleia Constituinte de 1823 foi fechada por querer retirar o poder de D. Pedro I, não sendo esse o motivo da sua renúncia, já que esse fato foi superado.

e) o Poder Moderador, exclusivo do Período Regencial. O Poder Moderador cabia ao imperador, não sendo exclusivamente pertencente a esse período.


Se você acertou PARABÉNS! Caso contrário espero que os comentários tenham ajudado a entender um pouco mais. É uma questão fácil de resolver, por ser um tema bastante explorado e expliado. Caso queira alguma questão comentada, deixe nos comentários. 

quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

Questão do Enem 2010.2 comentada - Grécia Antiga

Enem (2010.2) Grécia Antiga

Alexandria começou a ser construída em 332 a. C., por Alexandre, o Grande, e, em poucos anos, tornou-se um polo de estudos sobre matemática, filosofia e ciências gregas. Meio século mais tarde, Ptolomeu II ergueu uma enorme biblioteca e um museu – que funcionou como centro de pesquisas. A biblioteca reuniu entre 200 mil e 500 mil papiros e, com o museu, transformou a cidade no maior núcleo intelectual da época, especialmente entre os anos 290 e 88 a. C. A partir de então, sofreu sucessivos ataques de romanos, cristãos e árabes, o que resultou na destruição ou perda de quase todo o seu acervo.

(RIBEIRO, F. Filósofa e mártir. Aventuras na história. São Paulo: Abril. ed. 81, abr. 2010 – adaptado)

A biblioteca de Alexandria exerceu durante certo tempo um papel fundamental para a produção do conhecimento e memória das civilizações antigas, porque:

A) transformou a cidade de Alexandria no centro urbano mais importante da Antiguidade.
B) funcionou como um centro de pesquisa acadêmica e deu origem às universidades modernas.
C) reuniu os principais registros arqueológicos até então inexistentes e fez avançar a museologia antiga.
D) preservou o legado da cultura grega em diferentes áreas do conhecimento e permitiu sua transmissão a outros povos.
E) eternizou o nome de Alexandre, o Grande, e zelou pelas narrativas dos seus grandes feitos.


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A) transformou a cidade de Alexandria no centro urbano mais importante da Antiguidade. Haviam outras cidades importantes como Atenas, entre outras colônias gregas e fenícias que foram entrepostos comerciais.
B) funcionou como um centro de pesquisa acadêmica e deu origem às universidades modernas. As universidades modernas surgiram na transição da Idade Média para a Moderna.
C) reuniu os principais registros arqueológicos até então inexistentes e fez avançar a museologia antiga. O conceito de museologia surge a partir da Idade Moderna.
D) preservou o legado da cultura grega em diferentes áreas do conhecimento e permitiu sua transmissão a outros povos. Além de ter sido construída durante o expansionismo de Alexandre, o Grande, e ter recebido o seu nome, continha vários papiros que difundiam o conhecimento grego.
E) eternizou o nome de Alexandre, o Grande, e zelou pelas narrativas dos seus grandes feitos. O Nome de Alexandre, o Grande não foi eternizado por conta da biblioteca, e sim da História da Grécia Antiga, apesar que recebeu esse nome devido àquele que mandou construir.



Se você acertou PARABÉNS! Caso contrário espero que os comentários tenham ajudado a entender um pouco mais. Essa questão podemos considerar mediana, já que o texto de apoio fornece um norte, mas exige um pouco de conhecimento acerca da Grécia Antiga e Antiguidade. Caso queira alguma questão comentada, deixe nos comentários. 

quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

As Grandes Navegações

 Idade Moderna

As Grandes Navegações

             A Idade Moderna foi uma época de profundas transformações. Nesse período, por meio das Grandes Navegações, os europeus entraram em contato com outros povos e culturas, e também ampliaram seus conhecimentos geográficos. Novos continentes foram descobertos pelos europeus, ampliando seu conhecimento de mundo.

         Em busca de riquezas, os europeus navegaram por oceanos que não conheciam. Grandes Navegações é o nome dado ao conjunto de expedições marítimas realizadas principalmente por portugueses e espanhóis entre os séculos XV e XVI. Nessas expedições, os europeus se lançaram ao mar em busca de novos territórios, de especiarias e de metais preciosos.

            Por meio das Grandes Navegações, os europeus acabaram colocando em contato povos de diferentes regiões do planeta. Nessa época, tiveram de enfrentar muitos perigos nos mares, mas nada era tão assustador como o medo do desconhecido. Eles acreditavam que os oceanos eram habitados por peixes gigantes, dragões e outros monstros, e temiam ser devorados por esses seres imaginários.

          Os europeus também tiveram de desenvolver uma tecnologia de navegação que permitiu a realização de grandes viagens marítimas. As caravelas, bússola e mapas foram algumas desses recursos. Assim estava tudo pronto para atingir o objetivo principal que era o comércio de especiarias. Até o início do século XV, o comércio de especiarias na Europa era quase tudo feito por mercadores árabes e italianos.

            Na época das Grandes Navegações, era difícil fazer a conservação dos alimentos. Por isso, para conservar e melhorar seu sabor, principalmente o da carne, as pessoas usavam especiarias, como pimenta-do-reino, cravo, canela, noz-moscada e gengibre. As especiarias, no entanto, eram muito caras na Europa. Leia o texto a seguir:

            [No século XV], [...] a Europa já negociava com o Norte da África e a Ásia, inclusive com o Extremo Oriente. Como as distâncias entre esses locais eram enormes e os europeus não controlavam sozinhos todas as rotas, havia uma série de intermediários no comércio. Os principais intermediários eram os árabes [...], que traziam a maioria das mercadorias até produtos eram distribuídos por toda a Europa [...]. Passando por tantas mãos, as mercadorias chegavam muito caras aos destinos. [...]”

AMADO, Janaina; GARCIA, Ledonias Franco. Navegar é preciso: grandes descobrimentos marítimos europeus. São Paulo: Atual, 1989, p. 14-5. (História em documentos).

Em 1453, a tomada de Constantinopla pelos turco-otomanos dificultou ainda mais o acesso dos europeus ao comércio de especiarias. Essa dificuldade acabou estimulando a procura por um caminho marítimo para as Índias. Portugal devido ao privilégio geográfico, além de investimentos realizados pela burguesia aliada a centralização política do Rei, contou com o conhecimento de navegação da Escola de Sagres. Um novo mundo foi descoberto pelos europeus, assim como uma nova forma de exploração econômica denominada Mercantilismo.

Referências:

AMADO, Janaina; GARCIA, Ledonias Franco. Navegar é preciso: grandes descobrimentos marítimos europeus. São Paulo: Atual, 1989.

PELLEGRINI, Nelson; DIA, Adriano; GRINBERG, Keila. Vontade de saber história, 7° ano. 3ª ed. São Paulo: FTD, 2015.

 

Fred Costa

 

terça-feira, 25 de janeiro de 2022

Questão do CEFET - GO 2009 comentada - América Poruguesa e Espanhola

CEFET - GO (2009) América Portuguesa e Espanhola

Sobre as bases econômicas comuns das colonizações portuguesa e espanhola na América, assinale a alternativa incorreta.

a) A distribuição de grandes extensões de terras para a baixa nobreza ibérica e para comerciantes concorreu decisivamente para a constituição de uma classe de fidalgos nas colônias americanas.
b) As estruturas econômicas engendradas pela mineração e pela agricultura altamente especializada foram decisivas para a criação de um mercado interno autodeterminado, nas américas portuguesa e espanhola.
c) A criação do governo-geral na américa portuguesa e dos vice-reinados na américa espanhola constitui-se nas formas de centralização política-administrativas metropolitanas, respectivamente imposta pela Coroa Portuguesa e pela Coroa Espanhola nas novas terras americanas.
d) A perspectiva do “eldorado” fez-se presente nos dois sistemas coloniais.
e) As formas de trabalho compulsório – escravidão de índios e de africanos, mita, encomenda, etc – concorreram de forma decisiva para a imposição dos diversos sistemas coloniais.


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a) A distribuição de grandes extensões de terras para a baixa nobreza ibérica e para comerciantes concorreu decisivamente para a constituição de uma classe de fidalgos nas colônias americanas. Foram membros da nobreza ibérica, e cito os donatários portugueses que receberam terras, denominadas Capitanias Hereditárias.
b) As estruturas econômicas engendradas pela mineração e pela agricultura altamente especializada foram decisivas para a criação de um mercado interno autodeterminado, nas américas portuguesa e espanhola. Não havia uma agricultura especializada e sim rudimentar, com alto nível de degradação do meio ambiente além de não haver um forte mercado interno como indica a alternativa.
c) A criação do governo-geral na américa portuguesa e dos vice-reinados na américa espanhola constitui-se nas formas de centralização política-administrativas metropolitanas, respectivamente imposta pela Coroa Portuguesa e pela Coroa Espanhola nas novas terras americanas. Tanto o governo-geral quanto o vice-reinado possuíam uma centralização política-administrativa voltada para a metrópole.
d) A perspectiva do “eldorado” fez-se presente nos dois sistemas coloniais. Muitos acreditavam na ideia do "eldorado", onde haveria muito ouro e riquezas, trazendo diversos aventureiros e expedições pela américa portuguesa e espanhola.
e) As formas de trabalho compulsório – escravidão de índios e de africanos, mita, encomenda, etc – concorreram de forma decisiva para a imposição dos diversos sistemas coloniais. Havia a escravidão, tanto de africanos como os indígenas na américa espanhola em especial, criando mecanismos como a mita e encomienda regulando essa forma de trabalho.


Se você acertou PARABÉNS! Caso contrário espero que os comentários tenham ajudado a entender um pouco mais. Essa questão é fácil, pois nas questões que solicita para identificar a alternativa incorreta é gritante, e já as demais estão totalmente de acordo com a historicidade. Caso queira alguma questão comentada, deixe nos comentários. 

segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

Questão da ESPCEX 1996 comentada - 2ª Revolução Industrial

ESPCEX (1996) 2ª Revolução Industrial

A expansão industrial das grandes potências, no século XIX, provocou a procura de colônias na Ásia e África com o objetivo de

A) utilizar a mão-de-obra das mesmas.
B) buscar mercados consumidores de matérias-primas e fornecedoras de manufaturados.
C) investir no setor tecnológico para aprimoramento dos recursos humanos e locais.
D) conquistar mercado de consumo e fornecimento de matérias-primas.
E) desacelerar o crescimento demográfico destas.


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A) utilizar a mão-de-obra das mesmas. Esse fato de utilização da mão-de-obra foi durante as Grandes Navegações.
B) buscar mercados consumidores de matérias-primas e fornecedoras de manufaturados. Essa alternativa estaria correta se fosse invertida a ordem de consumidores de manufaturados e fornecedores de matérias-primas.
C) investir no setor tecnológico para aprimoramento dos recursos humanos e locais. Não havia nenhum interesse dos países europeus em investir em tecnologia nos continentes asiático e africano.
D) conquistar mercado de consumo e fornecimento de matérias-primas. Durante a 2ª Revolução Industrial, o objetivo dos países europeus em manter domínios na Ásia e África eram obter matérias-primas e possuir mercado consumidor para os produtos industrializados.
E) desacelerar o crescimento demográfico destas. Em nenhum momento foi cogitado pelos países europeus diminuir a demografia (quantidade de habitantes) desses continentes.



Se você acertou PARABÉNS! Caso contrário espero que os comentários tenham ajudado a entender um pouco mais. Uma questão bem fácil de resolver, é um tema fácil de responder e a resposta esta clara entre as alternativas. Caso queira alguma questão comentada, deixe nos comentários. 

domingo, 23 de janeiro de 2022

Documentos Históricos - Os perigos relatados na Carta de Anchieta

 Os perigos relatados na Carta de Anchieta

            O texto a seguir é o trecho de uma carta escrita pelo padre Anchieta (1534-1597), missionário que fundou o colégio jesuíta em torno do qual se organizou a vila de São Paulo de Piratininga. Anchieta escreveu cartas, sermões, poesias, peças de teatro e a primeira gramática da língua tupi. A carta reproduzida abaixo, de 1° de junho de 1560, foi enderaçada ao seu superior, padre Diogo Laínes, em Roma.

Dos índios do sertão muitas vezes estamos com receio da guerra, padecendo sempre suas ameaças. Mataram há poucos dias alguns portugueses, que vinham do Paraguai, ande haviam ido. [...] Também os inimigos [os Tamoios], com assaltos contínuos, acometem as aldeias, destroem os mantimentos e levam muitos cativos. No anos passado, deram uma casa, aqui junto da vila, e cativaram muitas mulheres [...]. Antes destes, haviam vindo outros, com os quais vieram quatro franceses, que com pretexto de ajudar aos inimigos na guerra, se queriam passar a nós, o que puderam fazer sem muito perigo. Estes, como depois se soube, apartaram-se dos seus, que estão entre os inimigos, numa povoação, que nós chamamos Rio de Janeiro, daqui a cinqüenta léguas, e têm trato com eles. Aí fizeram casas e edificaram uma torre mui provida de artilharia e forte por todas as partes, onde se diziam serem mandados pelo rei da França e assenhorear-se daquela terra. Todos estes eram hereges, aos quais mandou João Calvino dois, a que eles chamam ministros, para lhes ensinarem o que se havia de ter e crer.

[...] um deles, instruído nas artes liberais, grego e hebraico, e mui versado nas Sagradas Escrituras, [...] veio-se para cá, com outros três companheiros idiotas (iletrados) que, como hóspedes e peregrinos, foram recebidos e tratados mui benignamente.

[...] Não se passaram muitos dias, quando ele começou a vomitar de seu estômago seus fétidos erros, dizendo muitas coisas das imagens dos santos [...], do Santíssimo Corpo de Cristo, do Romano Pontífice, das indulgências e outras muitas coisas, que temperava com certo sal de graça, de maneira que ao paladar do povo ignorante, não somente não pareciam amargas, mas até muito doces. [...]

Depois disso, o mandaram à Bahia, para que de lá se conhecesse de sua causa mais largamente. [...]

Deste soube o governador a determinação dos franceses. E com naus armadas veio combater a fortaleza. Daqui lhe foi socorro em navios e canoas.

ANCHIETA, José de. Minhas cartas. São Paulo: Loyola, 1984. p. 82-83.

Referência:

ANCHIETA, José de. Minhas cartas. São Paulo: Loyola, 1984.

VICENTINO, Cláudio; VICENTINO, José Bruno.Projeto mosaico: história – anos finais (ensino fundamental), 7° ano. 1ª ed. São Paulo: Scipione, 2015. p. 243.

 

Fred Costa