quinta-feira, 31 de março de 2022

Questão do Enem 2011.2 comentada - Brasil Império (eleições)

Enem (2011.2) Eleições 2

Poucos países têm uma história eleitoral tão rica quanto a do Brasil. Durante o período colonial, a população das vilas e cidades elegia os representantes dos Conselhos Municipais.

As primeiras eleições gerais para escolha dos representantes á Corte de Lisboa ocorreram em 1821. Desde 1824, quando aconteceu a primeira eleição pós-independência, foram eleitas 52 legislaturas para a Câmara dos Deputados. E, somente durante o Estado Novo (1937-1945), as eleições para a Câmara foram suspensas.

(NICOLAU, J. História do voto no Brasil. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2004 – adaptado)

Embora o Brasil tenha um longo histórico de eleições para o Poder Legislativo, em diversas oportunidades os pleitos ocorreram com sérias restrições ao pleno exercício da cidadania.

Um período da história brasileira com eleições legislativas e uma restrição à cidadania política estão elencados, respectivamente, em:

A) República Liberal (1945-1964) – exigência de curso superior.
B) II Reinado (1840-1889) – exigência de renda.
C) Nova República (após 1985) – exclusão das mulheres.
D) I Reinado (1822-1831) – exclusão dos analfabetos.
E) Primeira República (1889-1930) – exclusão dos escravos.


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A) República Liberal (1945-1964) – exigência de curso superior. A República Liberal com cita a alternativa compreende apenas o mandato do ex-presidente Dutra, além de não ter havido essa exigência.
B) II Reinado (1840-1889) – exigência de renda. Durante o II Reinado, para poder votar precisaria ter uma determinada renda, tal fato conhecido como ´voto censitário´.
C) Nova República (após 1985) – exclusão das mulheres. Após a aprovação da Constituição Cidadã de 1988 não havia restrição de votos, ressalvados os menores de 16 anos.
D) I Reinado (1822-1831) – exclusão dos analfabetos. A única restrição nesse período era quanto as mulheres, escravos, idade e renda.
E) Primeira República (1889-1930) – exclusão dos escravos. Nesse período já não havia mais escravidão no Brasil.


Se você acertou PARABÉNS! Caso contrário espero que os comentários tenham ajudado a entender um pouco mais. Essa questão é muito fácil. Em outras edições já tinha sido cobrado algo parecido e quando esse tema cai em alguma prova, sempre é fácil de responder. Caso queira alguma questão comentada, deixe nos comentários.   

quarta-feira, 30 de março de 2022

O Holocausto

 Idade Contemporânea

O Holocausto

          Um dos acontecimentos mais chocantes revelados ao mundo após a Segunda Guerra Mundial foi o genocídio cometido pelos nazistas contra judeus, ciganos e demais minorias consideradas “inferiores”. O extermínio dos judeus, conhecido popularmente como Holocausto e chamado de Shoah, em língua hebraica, representou o ápice da intolerância, do preconceito e do racismo.

          A segregação de judeus e de outras minorias fazia parte da política de Estado do governo nazista. Em 1935, as Leis de Nuremberg definiram a “pureza racial” dos alemães utilizando como critério o exame de ascendência genealógica dos indivíduos. Inicialmente, os judeus foram segregados em áreas específicas, os guetos. Eles tiveram grande parte de seus bens confiscados e foram obrigados a usar uma identificação, a estrela de Davi, para que fossem facilmente distinguidos dos alemães.

      Com o início da guerra, em 1939, os judeus passaram a ser enviados para os campos de concentração. No campo de concentração, os prisioneiros passavam por uma triagem e, depois, eram despidos e tinham os cabelos rapados. Nada de valor poderia ficar com os prisioneiros, até mesmo as próteses e equipamentos mecânicos usados pelos deficientes físicos eram confiscados. Os homens mais fortes eram mandados para campos de trabalho forçado, suportando maus-tratos e humilhações.

Os prisioneiros também eram submetidos a experiências médicas “científicas”, servindo como cobaias humanas. Nessas experiências, eram obrigados a ingerir substâncias tóxicas e soluções contaminadas com bactérias; passavam por transplantes de órgãos; eram expostos a altas e baixas temperaturas com o objetivo de testar sua resistência; além de sofrer esterilizações, amputações e outras atrocidades.

No final de 1942, quando os alemães começaram a ser derrotados, delineou-se mais claramente uma política nazista de extermínio massivo dos judeus, quando milhares deles, de toda a Europa, foram mortos em câmaras de gás. Ao final da guerra, o número de judeus mortos foi estipulado em cerca de seis milhões. Nem todos os alemães compactuaram com a política do Estado nazista. Embora grande parte da nação alemã aprovasse o governo nazista e a perseguição aos judeus, tendo Hitler como um verdadeiro guia e herói, muitos desconheciam o que se passava nos campos de concentração e extermínio. Quando o regime caiu e essas práticas foram reveladas ao mundo, milhares de alemães sofreram um grande trauma decorrente do sentimento de culpa.

O Holocausto é mais um fato histórico triste e lamentável que merece ser veemente repudiado. Condenar pessoas a morte devido a sua religião, mesmo que tenha ocorrido um contexto histórico na Alemanha, não justifica assim como não deve ser apoiado. É um tema que precisa ser preservada a sua memória afim de que ninguém possa esquecer e manter viva a História assim como dos descendentes de todos aqueles que sofreram tanta perseguição.

Referências:

PELLEGRINI, Nelson; DIA, Adriano; GRINBERG, Keila. Vontade de saber história, 9° ano. 3ª ed. São Paulo: FTD, 2015.

 

Fred Costa

 

terça-feira, 29 de março de 2022

Questão da ESPCEX 1997 comentada - Guerra Fria

ESPCEX (1997) Guerra Fria

No corrente ano comemorou-se o 50º aniversário do Plano Marshall. Ele foi elaborado pelo general George C. Marshall, quando secretário de Estado dos EUA, e visava principalmente:

A) a recuperação econômica da Europa.
B) retirar do continente africano o excedente populacional.
C) conter a expansão nazista.
D) favorecer a hegemonia da URSS na Ásia.
E) decidir a guerra através de uma grande operação aero-terrestre.


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A) a recuperação econômica da Europa. Um dos objetivos do Plano Marshall era emprestar dinheiro para países europeus, evitando assim a influência da URSS, mantendo a hegemonia estadunidense.
B) retirar do continente africano o excedente populacional. Não teria motivos para os EUA retirar pessoas da África, assim como para onde levaria essas parcela populacional.
C) conter a expansão nazista. O Plano Marshall esta inserido na Guerra Fria, período que já tinha findado o nazismo.
D) favorecer a hegemonia da URSS na Ásia. EUA  e URSS são antagônicos na Guerra Fria, não havendo motivos para ajudar o lado inimigo.
E) decidir a guerra através de uma grande operação aero-terrestre. O Plano Marshall consistiu em uma operação econômica, não possui relação com ataque militar.


Se você acertou PARABÉNS! Caso contrário espero que os comentários tenham ajudado a entender um pouco mais. Essa questão é muito fácil, além das alternativas facilitar na resolução por estarem fora do tema da pergunta. Caso queira alguma questão comentada, deixe nos comentários.   

segunda-feira, 28 de março de 2022

Questão do CEFET – GO técnico subsequente 2009 comentada - Proclamação da República

CEFET – GO técnico subsequente (2009) Proclamação da República

Referindo-se ao Estado republicano e à sociedade brasileira no final do século XIX e início do século XX, afirma o escritor Lima Barreto: “O Brasil não tem povo, tem público”. Dentre as alternativas a seguir, assinale aquela que melhor corresponde a essa passagem.

a) Ao término dos governos militares de Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto, afirmou-se a “política dos governadores”, que consistia em um pacto federativo que contemplava, de um lado, a redução do poder da União e, de outro, o fortalecimento das oligarquias regionais.
b) O voto aberto, o controle autoritário e violento que oligarcas e coronéis exerciam sobre as camadas sociais populares e o desamparo destas camadas populares em termo políticos e organizativos, tornavam a República um comitê político das elites políticas, econômicas e culturais.
c) O operário emerge rapidamente como classe social, mas sua ação político-reivindicativa é sempre tratada pelas instituições públicas como um “caso de polícia”.
d) A República é uma “República dos bacharéis”, isto é, há de ser advogado para assumir funções públicas ou fazer carreira política.
e) A República foi proclamada por meio de uma articulação cívico-militar; coube ao povo acompanhar “bestializado” os acontecimentos.


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a) Ao término dos governos militares de Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto, afirmou-se a “política dos governadores”, que consistia em um pacto federativo que contemplava, de um lado, a redução do poder da União e, de outro, o fortalecimento das oligarquias regionais. O texto da questão trata-se da proclamação da república, não de eventos posteriores.
b) O voto aberto, o controle autoritário e violento que oligarcas e coronéis exerciam sobre as camadas sociais populares e o desamparo destas camadas populares em termo políticos e organizativos, tornavam a República um comitê político das elites políticas, econômicas e culturais. O assunto desta alternativa é bastante amplo e não se trata do evento em questão que foi a proclamação da República.
c) O operário emerge rapidamente como classe social, mas sua ação político-reivindicativa é sempre tratada pelas instituições públicas como um “caso de polícia”. Os operários no Brasil República surgiram apenas no século XX a partir da segunda década.
d) A República é uma “República dos bacharéis”, isto é, há de ser advogado para assumir funções públicas ou fazer carreira política. O assunto dessa alternativa não tem relação com o texto da questão.
e) A República foi proclamada por meio de uma articulação cívico-militar; coube ao povo acompanhar “bestializado” os acontecimentos. No evento da proclamação da república, não houve participação popular, sendo ela articulada por políticos e militares.


Se você acertou PARABÉNS! Caso contrário espero que os comentários tenham ajudado a entender um pouco mais. Essa questão é muito fácil, por ser um tema batido e cobrado em diversos vestibulares e provas do Enem. Caso queira alguma questão comentada, deixe nos comentários.   

domingo, 27 de março de 2022

Conheça mais à História - Os Estados Gerais

 Os Estados Gerais

            O parlamento francês era chamado de Estados Gerais porque nele se reuniam os representantes dos três Estados que compunham a sociedade francesa. Cada Estado tinha direito a um voto, independentemente do número de pessoas que representasse. Esse sistema dava enorme vantagem ao clero e à nobreza, que, com objetivos comuns, votavam sempre juntos, garantindo a manutenção de seus privilégios.

Referências:

VICENTINO, Cláudio; VICENTINO, José Bruno. Projeto mosaico: história – anos finais (ensino fundamental), 8° ano. 1ª ed. São Paulo: Scipione, 2015. p. 48.

 

Fred Costa

 

sábado, 26 de março de 2022

Documentos Históricos - A felicidade do povo norte-americano

 A felicidade do povo norte-americano

            O documento a seguir é composto de trechos do discurso proferido em 1783 pelo dr. Ezra Stiles, presidente do Yale College, diante do governador e da Assembleia de Connecticut. Em sua fala, procura explicar os eventos que ocorreram na América do Norte desde 1776, quando foi declarada a independência dos Estados Unidos.

        Como teria sido utópico ter predito na Batalha de Lexington que em menos de oito anos a independência e a soberania dos Estados Unidos deveriam ser reconhecidas por quatro soberanias europeias, uma das quais seria a própria Grã-Bretanha. Como são maravilhosas as revoluções, os acontecimentos da providência! Vivemos numa era de maravilhas; vivemos uma era em poucos anos. [...]

         Teremos uma comunicação com todas as nações em comércio, maneiras e ciência, além de qualquer coisa conhecida no mundo até agora... todas as artes podem ser transplantadas da Europa e Ásia e florescer na América com um lustre aumentado, para não mencionar o aumento das ciências de invenções e descobertas americanas, das quais houve casos tão capitais, aqui, no século passado, quanto na Europa. A dicção áspera e sonora da língua inglesa pode, aqui, tomar seu polimento ateniense e receber sua urbanidade ática, já que, provavelmente, se tornará a língua vernacular de milhões mais numerosos do que nunca que já falaram uma língua na Terra...

Apud BRADBURY, Malcolm; TEMPERLEY, Howard (Ed.). Introdução aos estudos americanos. Rio de Janeiro: Forense Universitária, [s.d.]. p. 67-68.

Referências:

Apud BRADBURY, Malcolm; TEMPERLEY, Howard (Ed.). Introdução aos estudos americanos. Rio de Janeiro: Forense Universitária, [s.d.].

VICENTINO, Cláudio; VICENTINO, José Bruno. Projeto mosaico: história – anos finais (ensino fundamental), 8° ano. 1ª ed. São Paulo: Scipione, 2015. p. 39.

 

Fred Costa

 

sexta-feira, 25 de março de 2022

Questao da ESA 2011 comentada - Período Joanino

ESA (2011) Período Joanino

No ano de 1817, na Província de Pernambuco, deu-se uma revolta contra o governo de D. João VI que ficou conhecida como

a) Revolução Liberal.

b) Cabanagem.

c) Confederação do Equador.

d) Revolta dos Alfaiates.

e) Revolução Pernambucana.



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a) Revolução Liberal. A Revolução Liberal ocorreu na cidade do Porto em 1820.

b) Cabanagem. A Cabanagem ocorreu no Pará em 1835.

c) Confederação do Equador. A Confederação do Equador ocorreu em Pernambuco no ano de 1916.

d) Revolta dos Alfaiates. A Revolta dos Alfaiates, também conhecida por Conjuração Baiana, ocorreu em 1798.

e) Revolução Pernambucana. Segundo o historiador Cotrim, “Revolução Pernambucana (1817): em Pernambuco (...) isso serviu para dar início a uma revolta contra o governo de D. João VI, que ficou conhecida como Revolução Pernambucana”.



Se você acertou PARABÉNS! Caso contrário espero que os comentários tenham ajudado a entender um pouco mais. Essa questão é muito fácil, típica da ESA ao cobrar nomes, mas o tema é fácil, sendo que o comando da questão já afirma que ocorreu em Pernambuco. Caso queira alguma questão comentada, deixe nos comentários.   

quinta-feira, 24 de março de 2022

Questão do ENEM 2015.1 comentada - Brasil Colônia (Povos indígenas)

Enem (2015.1) Brasil Colônia

A língua de que usam, por toda a costa, carece de três letras; convém a saber, não se acha nela F, nem L, nem R, coisa digna de espanto, porque assim não tem Fé, nem Lei, nem Rei, e dessa maneira vivem desordenadamente, sem terem além disto conta, nem peso, nem medida.

(GÂNDAVO, P. M. A primeira história do Brasil: história da província de Santa Cruz a que vulgarmente chamamos Brasil. Rio de Janeiro: Zahar, 2004)

A observação do cronista português Pero de Magalhães de Gândavo, em 1576, sobre a ausência das letras F, L e R na língua mencionada, demonstra a:

A) simplicidade da organização social das tribos brasileiras.
B) dominação portuguesa imposta aos índios no início da colonização.
C) superioridade da sociedade europeia em relação à sociedade indígena.
D) incompreensão dos valores socioculturais indígenas pelos portugueses.
E) dificuldade experimentada pelos portugueses no aprendizado da língua nativa.


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A) simplicidade da organização social das tribos brasileiras. A fala do Pero de Magalhães vai muito além dessa visão de simplicidade.
B) dominação portuguesa imposta aos índios no início da colonização. Não tem nenhum no texto da questão nenhum elemento que possa chegar a essa conclusão.
C) superioridade da sociedade europeia em relação à sociedade indígena. Alguns elementos no texto podem indicar essa interpretação, mas logo no início deixa claro a falta de entendimento dos portugueses.
D) incompreensão dos valores socioculturais indígenas pelos portugueses. Os portugueses não entendiam a organização social e política dos indígenas em comparação com a deles.
E) dificuldade experimentada pelos portugueses no aprendizado da língua nativa. As três palavras citadas no texto etão em um contexto mais amplo do que um aprendizado da língua nativa.



Se você acertou PARABÉNS! Caso contrário espero que os comentários tenham ajudado a entender um pouco mais. Essa questão é mediana, devido ao fato de alguamas alternativas serem bem parecidas.
Caso queira alguma questão comentada, deixe nos comentários.   

quarta-feira, 23 de março de 2022

As ideologias imperialistas

 Idade Contemporânea

As ideologias imperialistas

       Os países imperialistas buscaram justificara intervenção colonial com argumentos de cunho ideológico. O imperialismo se baseia, essencialmente, na dominação de uma nação sobre outra, principalmente por interesses políticos e econômicos. Para consolidar essa dominação, o uso de ideologias foi muito comum.

           Durante o século XX, os países imperialistas se preocuparam em buscar a aprovação e o apoio popular para as campanhas militares de intervenção nos países dominados. Nessa época, ideologias etnocêntricas se reafirmaram, glorificando a origem e a cultura europeias e menosprezando as culturas de outros povos.

            A igreja Católica também exerceu um papel importante no esforço de legitimação do Imperialismo nos países dominados. Na África, por exemplo, a Igreja atuou defendendo a política de conquista colonial. Os religiosos acreditavam que os africanos precisavam ser salvos pela fé. Por meio da catequização, eles teriam contato com o cristianismo e com os costumes e valores da cultura europeia, dita “superior”. Dessa forma, essas sociedades deixariam de ser “primitivas” para se tornarem “civilizadas”. Durante o período neocolonialista, tanto as ideologias “científicas” quanto as religiosas serviram para legitimar o Imperialismo em várias partes do mundo. A violência física e os choques culturais resultantes dessa política causaram, entre outras mazelas, a desestruturação da ordem social e cultural nos países dominados.        

           A publicação da obra A origem das espécies (1859) pelo naturalista inglês Charles Darwin (1809-1882) causou grande impacto entre os estudiosos europeus do século XIX, entre eles filósofos, naturalistas e sociólogos. Nessa obra, Darwin tratou do processo de evolução dos seres vivos defendendo a hipótese da conservação das espécies mais adaptadas e a eliminação das espécies menos adaptadas por meio da seleção natural, que se dá em longos períodos de tempo.

Um dos estudiosos que mais se empenhou na divulgação da teoria da evolução de Darwin foi o filósofo e sociólogo inglês Herbert Spencer (1820-1903). Em seus estudos, ele buscou aplicar a teoria de Darwin à análise das sociedades humanas. Leia o texto: “[...] A sociedade europeia [...] era vista como o ápice social humana, criando uma demanda por explicações racionais para essa crença. Herbert Spencer (1820-1903), seguindo essa tendência, foi um expoente da noção de progresso nas ciências humanas. Conhecido como o mais influente proponente na corrente anualmente chamada de “darwinismo social”, Spencer chegou mesmo a usar o termo “sobrevivência do mais adaptado” (survival of the fittest) antes mesmo que Darwin. Porém, suas ideias contrastavam com as de Darwin, uma vez que Spencer defendia a noção de progresso a partir de uma perspectiva social. Darwin, por sua vez, defendia a ocorrência de seleção natural por meio de uma perspectiva biológica [...]”. (Pedro José Tótora da Glória. Seria a teoria da evolução darwiniana domínio exclusivo dos biólogos? Implicações da evolução biológica para as ciências humanas. Revista da Biologia, vol. 3, dez. 2009, p. 2. Extraído do site: http://www.ib.usp.br/revista/node/23 . Acesso em: 27 mar. 2015.)

Assim, o chamado darwinismo social criou as bases ideológicas para o racismo, que buscava justificar o direito natural de dominação dos europeus sobre povos considerados “inferiores”. A “raça branca” europeia seria a mais favorecida na luta pela sobrevivência, portanto mais “forte” e “capaz” que outros povos considerados cultural e fisicamente “inferiores”.


Referências:

Pedro José Tótora da Glória. Seria a teoria da evolução darwiniana domínio exclusivo dos biólogos? Implicações da evolução biológica para as ciências humanas. Revista da Biologia, vol. 3, dez. 2009, p. 2. Extraído do site: http://www.ib.usp.br/revista/node/23 . Acesso em: 27 mar. 2015.)

PELLEGRINI, Nelson; DIA, Adriano; GRINBERG, Keila. Vontade de saber história, 9° ano. 3ª ed. São Paulo: FTD, 2015.

 

Fred Costa