segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

Questão da ESPCEX 1996 comentada - Revoluções Liberais

ESPCEX (1996) Revoluções Liberais

Em 1820, explodem, em vários países da Europa (Alemanha, Itália, Grécia, Portugal e Espanha), uma série de revoluções conduzidas pela burguesia contra as tentativas de restauração propostas pelo Congresso de Viena. Essas revoluções, violentamente reprimidas pelas tropas da Santa Aliança, exceção feita a Portugal e Grécia, são retomadas a partir de 1830 (França, Bélgica, Polônia, Alemanha e Itália) e têm fatores comuns a/o

A) propagação do nacionalismo e do liberalismo somados à subprodução agrícola e ao desemprego do proletariado.
B) manutenção dos princípios do absolutismo e da legitimidade, apresentados por Talleyrand no Congresso de Viena.
C) apoio dado pela Rússia à extinção da Santa Aliança.
D) ideário iluminista dos déspotas esclarecidos.
E) pregação da descentralização do poder nos países atingidos por esses movimentos.


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A) propagação do nacionalismo e do liberalismo somados à subprodução agrícola e ao desemprego do proletariado. Essas Revoluções visavam propagar as ideias liberais, diante dos movimentos nacionalistas, explorando os problemas sociais.
B) manutenção dos princípios do absolutismo e da legitimidade, apresentados por Talleyrand no Congresso de Viena. Os movimentos liberais eram contra o absolutismo.
C) apoio dado pela Rússia à extinção da Santa Aliança. A Rússia por ser uma monarquia czarista, apoiava a defesa realizada pela Santa Aliança.
D) ideário iluminista dos déspotas esclarecidos. Os déspotas esclarecidos eram monarcas absolutistas que adotaram um ponto ou outro do iluminismo.
E) pregação da descentralização do poder nos países atingidos por esses movimentos. Novamente, os movimentos liberais desejavam derrubar o absolutismo.



Se você acertou PARABÉNS! Caso contrário espero que os comentários tenham ajudado a entender um pouco mais. Essa questão é fácil de resolver, apesar de não ser tão explorado nos livros didáticos, as opções ajudam o candidato a marcar a alternativa correta. Caso queira alguma questão comentada, deixe nos comentários.   

domingo, 27 de fevereiro de 2022

Conheça mais à História - Os engenhos de açúcar

 Os engenhos de açúcar

            A palavra “engenho” pode denominar tanto a “fábrica” onde se produzia o açúcar quanto toda a propriedade, incluídos a casa-grande, a senzala, o canavial, a capela, etc.

          As plantações de cana-de-açúcar ocupavam extensas áreas desmatadas e apenas uma pequena parte da terra destinava-se ao cultivo de subsistência: mandioca, milho, feijão, etc. o núcleo central era a casa-grande, onde a família do proprietário morava. Era ali que se concentravam todas as atividades administrativas.

            O engenho, onde se moía a cana e o açúcar era produzido, e a senzala, para alojar os africanos escravizados, eram construídos perto da casa-grande. Em meio a essas construções ficava a capela, simbolizando a presença do poder católico na colônia.

            O engenho propriamente dito, onde se fabricava o açúcar, era composto de moenda, casa das caldeiras e casa de purgar. Na moenda, a cana-de-açúcar era esmagada, extraindo-se o caldo; na casa das caldeiras, esse caldo era engrossado no fogo em grandes tachos; finalmente, na casa de purgar, o melaço de cana era colocado em formas de barro para secar e alcançar o “ponto de açúcar”. Após algum tempo, esses blocos eram desenformados, dando origem aos “pães de açúcar”, blocos duros e escuros, semelhantes ao que hoje chamamos de rapadura. Depois de quebrados e encaixotados, os pães de açúcar eram enviados para Portugal e, de lá, para a Holanda, onde passavam por um processo de refino cujo produto final era o açúcar, pronto para ser vendido e consumido.          

Referências:

VICENTINO, Cláudio; VICENTINO, José Bruno. Projeto mosaico: história – anos finais (ensino fundamental), 7° ano. 1ª ed. São Paulo: Scipione, 2015. p. 303.

 

Fred Costa

 

sábado, 26 de fevereiro de 2022

Documentos Históricos - Os agudás

 Os agudás

           Leia o trecho de um artigo a seguir sobre os agudas:

Em janeiro, as tradicionais homenagens a Nosso Senhor do Bonfim em Salvador ecoam do outro lado do Atlântico, deixando ainda mais claro os laços culturais que há séculos aproximam a Bahia da África. No Sul do Benin, homens e mulheres vestem uma faixa verde e amarela sobre o peito e seguem rumo a missas para o padroeiro, cerimônias cristãs formais que são acompanhadas por cortejos carnavalescos pelas ruas de cidades como Uidá e Porto-Novo. Identificado como Oxalá (o orixá criador da humanidade) no candomblé baiano, o Senhor do Bonfim é um elo entre dois mundos físicos e espirituais, separados por um oceano e marcados pelo estigma da escravidão. A devoção tem causa nobre: à África nos séculos 18 e 19, tal viagem de volta à terra natal significava um “bom fim”, um bom destino.

O culto a um santo católico é um dos traços marcantes dos “brasileiros” que habitam a faixa costeira do Benim, do Toga e da Nigéria. Os agudas, como são conhecidos – a palavra deriva de “ajuda”, nome português da cidade de Uidá, movimentado entreposto negreiro da África ocidental no passado -, integram famílias que descendem de escravos e de comerciantes baianos lá estabelecidos no auge do tráfico humano entre os dois continentes. Possuem sobrenomes como Souza, Silva, Medeiros, Almeida, Aguiar, Campos, entre outros, dançam a “burrinha”, uma versão arcaica do bumba meu boi, e se reúnem nas festas ao redor de uma feijoada ou de um kousidou. Não raro, os agudás mais velhos se saúdam com um singelo “Bom dia, como passou?”, e a resposta não demora: “Bem, brigado”.

“O português chegou a ser língua franca no Benin na época da implantação da administração colonial francesa”, observa o antropólogo Milton Guran, pesquisador do Laboratório de História Oral e imagem da Universidade Federal Fluminense, no Rio de Janeiro, em seu livro da Missão Católica de Lyon, que se estabeleceu em Uidá em 1862, ensinava em português aos filhos dos retornados, que levaram para a África negra aspectos da cultura ocidental, como técnicas de arquitetura e engenharia (a alvenaria), festas religiosas, hábitos alimentares (a mandioca, o doce de coco), organização familiar patriarcal e uso de sobrenomes. “A presença brasileira foi tão marcante nesse trecho da costa africana entre os séculos 18 e 19 que poderíamos falar de uma colonização informal”, analisa Guran. “É exemplo único de implantação de uma cultura brasileira – no caso, a baiana – fora de nossas fronteiras”.

Para os governantes do reino do Daomé (antigo nome do Benin), o comércio de cativos era um projeto econômico oficial, de desenvolvimento e fortalecimento de um Estado. Esse ambiente foi favorável à chegada de brasileiros dispostos a trabalhar como negreiros, entre os quais o lendário Francisco Félix de Souza. Filho de índia com português, Souza nasceu na Bahia, em 1754, e desembarcou no Daomé, acredita-se, em 1788. Escrivão e contador do Forte São João Batista de Ajuda, em Uidá, logo tornou-se mercador influente – dependia dele a entrada ao reino de produtos como pólvora, fuzis, cachaça – e galgou a aura de mito nos relatos de viagem da época, alardeado por manter 2 mil escravos em seus barracões [...].

RIBEIRO, Ronaldo. Os agudas. Disponível em: <viajeaqui.abril.com.br/matérias/agudas-africa-brasil#8>. Acesso em: 26 mar. 2015.


Referência:

RIBEIRO, Ronaldo. Os agudas. Disponível em: <viajeaqui.abril.com.br/matérias/agudas-africa-brasil#8>. Acesso em: 26 mar. 2015.

VICENTINO, Cláudio; VICENTINO, José Bruno.Projeto mosaico: história – anos finais (ensino fundamental), 7° ano. 1ª ed. São Paulo: Scipione, 2015. p. 294.

 

Fred Costa

 

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

Questão da ESA 2011 comentada - Grandes Navegações

ESA (2011) Grandes Navegações

O Tratado de Tordesilhas, celebrado em 1494 entre as Coroas de Portugal e Espanha, pretendeu resolver as disputas por colônias ultramarinas entre esses dois países, estabelecia que

a) os espanhóis ficariam com todas as terras descobertas até a data de assinatura do Tratado, e as terras descobertas ficariam com os portugueses.

b) os domínios espanhóis e portugueses seriam separados por um meridiano estabelecido a 370 léguas a oeste das ilhas de Cabo Verde.

c) a Igreja Católica, como patrocinadora do Tratado, arrendaria as terras descobertas pelos portugueses e espanhóis nos quinze anos seguintes.

d) Portugal e Espanha administrariam juntos as terras descobertas, para fazerem frente à ameaça colonialista da Inglaterra, da Holanda e da França.

e) portugueses e espanhóis seriam tolerantes com os costumes e as religiões dos povos que habitassem as terras descobertas.



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a) os espanhóis ficariam com todas as terras descobertas até a data de assinatura do Tratado, e as terras descobertas ficariam com os portugueses. Esta divisão das terras não estava prevista no Tratado.

b) os domínios espanhóis e portugueses seriam separados por um meridiano estabelecido a 370 léguas a oeste das ilhas de Cabo Verde. O Tratado de Tordesilhas estabeleceu que as terras situadas a oeste do meridiano situado a 370 léguas a oeste das ilhas de Cabo Verde pertenceriam à Espanha, e as terras a leste à Portugal.

c) a Igreja Católica, como patrocinadora do Tratado, arrendaria as terras descobertas pelos portugueses e espanhóis nos quinze anos seguintes. A Igreja católica não iria arrendar as terras descobertas por Portugal e Espanha.

d) Portugal e Espanha administrariam juntos as terras descobertas, para fazerem frente à ameaça colonialista da Inglaterra, da Holanda e da França. Espanha e Portugal não combinaram de administrar juntos as terras descobertas.

e) portugueses e espanhóis seriam tolerantes com os costumes e as religiões dos povos que habitassem as terras descobertas. Portugal e Espanha tinham a intenção de cristianizar as terras descobertas.


Se você acertou PARABÉNS! Caso contrário espero que os comentários tenham ajudado a entender um pouco mais. Essa questão é bem fácil de responder, pois as alternativas auxiliam na resolução pr estarem fora do contexto do comando da pergunta. Caso queira alguma questão comentada, deixe nos comentários. 

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

Questão do ENEM 2014.1 comentada - Guerra Fria

Enem (2014.1) Guerra Fria

Em 1961, o presidente De Gaulle apelou com êxito aos recrutas franceses contra o golpe militar dos seus comandados, porque os soldados podiam ouvi-lo em rádios portáteis. Na década de 1970, os discursos do aiatolá Khomeini, líder exilado da futura Revolução Iraniana, eram gravados em fita magnética e prontamente levados para o Irã, copiados e difundidos.

(HOBSBAWM, E. Era dos extremos: o breve século XX (1914-1991). São Paulo: Cia. das Letras, 1995)

Os exemplos mencionados no texto evidenciam um uso dos meios de comunicação identificado na:

A) manipulação da vontade popular.
B) promoção da mobilização política.
C) insubordinação das tropas militares.
D) implantação de governos autoritários.
E) valorização dos socialmente favorecidos.


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A) manipulação da vontade popular. Os recursos utilizados como exemplo no texto da questão serviram para manipular a vontade popular.
B) promoção da mobilização política. Não tem elementos no texto que afirma eventos relacionados à propaganda do ocorrido.
C) insubordinação das tropas militares. Ao contrário, as tropas atenderam o chamado do presidente.
D) implantação de governos autoritários. O texto afirma ações por parte do presidente para impedir o autoritarismo.
E) valorização dos socialmente favorecidos. Não tem nenhum elemento no texto que faça essa afirmação.



Se você acertou PARABÉNS! Caso contrário espero que os comentários tenham ajudado a entender um pouco mais. Essa questão é fácil, pois os elementos no texto dispõe para resolver aepenas com interpretação de texto. Caso queira alguma questão comentada, deixe nos comentários. 

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

O Absolutismo Ibérico

 Idade Moderna

O Absolutismo Ibérico

        A centralização do poder na Espanha e em Portugal impulsionou a expansão marítima desses Estados e a conquista de territórios. No final do século XV, o casamento de Isabel I, do Reino de Castela, com Fernando II, do Reino de Aragão, permitiu a unificação política de boa parte do território espanhol. Fernando e Isabel procuraram transformar as regiões de fronteira em domínios da Coroa e, assim, manter um controle maior sobre o território.

           Eles estabeleceram a sede de seu governo na região de Castela e deram início a um movimento de expansão territorial. Uma das principais realizações desses reis foi promover, em 1492, a expulsão dos últimos muçulmanos que ainda permaneciam em Granada, região Sul da península Ibérica. Por esse motivo, Fernando e Isabel ficaram conhecidos como “reis católicos”.

            No século XVI a Coroa espanhola deu grande incentivo financeiro à expansão marítima e investiu na colonização de territórios distantes. A Espanha tornou-se um poderoso império, com colônias na América, na Ásia e na África. Nessa época, o regime absolutista espanhol se fortaleceu, apesar das várias guerras travadas entre espanhóis e outras nações europeias, como Inglaterra, Países Baixos e Suécia.

          No século seguinte, o Absolutismo espanhol continuou fortalecido, principalmente devido à intensa exploração de metais preciosos na América, que favoreceu o governo espanhol e a política econômica do metalismo. A sociedade espanhola do Antigo Regime, assim como nos outros Estados absolutistas, era divida em três camadas. A primeira camada era composta pelo clero, a segunda, pela nobreza, e a terceira camada era formada por burgueses, camponeses, artesãos e pessoas pobres. Este último grupo era o mais numeroso da Espanha.

         O absolutismo português começou a ganhar força no século XV, quando D. João II assumiu o trono português e reforçou a centralização do poder em suas mãos. Esse rei incentivou a expansão marítima de Portugal, contratando navegadores experientes e negociando com investidores para que eles financiassem a construção de navios. Durante o governo de D. João II foi assinado o Tratado de Tordesilhas, que dividia o recém-descoberto continente americano entre Espanha e Portugal.

Em 1495 subiu ao trono português o rei D. Manuel I, que melhorou a organização do Estado, o que possibilitou maior concentração de poderes na figura do monarca. D. Manuel I, conhecido como o “o Venturoso”, continuou incentivando as navegações e, durante seu reinado, os portugueses chegaram ao Brasil, à Índia, à China e ao Japão, tornando-se importantes comerciantes de especiarias na Europa. Foi também nesse período que a Coroa portuguesa iniciou a colonização do Brasil.

Referências:

PELLEGRINI, Nelson; DIA, Adriano; GRINBERG, Keila. Vontade de saber história, 8° ano. 3ª ed. São Paulo: FTD, 2015.

 

Fred Costa

 

terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

Questão do CEFET - GO 2009 comentada - Globalização

CEFET - GO (2009) Globalização

A atual crise financeira internacional é, em grande medida, o estouro de uma ´bolha especulativa´ envolvendo a valorização artificializada de ações de empresas privadas e de imóveis, bem como a securitização dos mesmos por diversas seguradoras e bancos privados. Assinale a alternativa cujo aspecto não corresponde às suas causas estruturais.

a) Empresas que operavam especulativamente em torno do dólar, a exemplo das empresas brasileiras que contraíam empréstimos internacionais de curto prazo em dólar; que os convertiam em reais internamente para adquirir títulos públicos e usufruir das elevadas taxas de juros e que pressionavam para a contínua desvalorização interna do dólar para reconverter reais em dólar e pagar as dívidas internacionais com base em um dólar desvalorizado internamente, ganhando duplamente às custas do país, levou a crise para o resto do mundo, além, é claro, da contração dos mercados internacionais às exportações.
b) A desregulamentação financeira rompeu com os diques impostos, desde a crise dos anos 1930, à ação dos bancos comerciais, que voltaram a operar como supermercados financeiros e passaram a se valer da “securitização” de créditos, o que antes era reservado somente aos bancos de investimentos.
c) A superprodução de comódites (minérios, produtos agropecuários etc., a serem comercializados anteriormente a sua produção), com a sua consequente desvalorização internacional, somada à profunda articulação entre os bancos centrais na coordenação da política financeira internacional e à elevada taxa de juros internacionais determinaram a súbita elevação dos custos de produção, das dívidas de empresas e consumidores e a recessão econômica internacional.
d) O Banco Central dos Estados Unidos, bem como os bancos centrais das principais economias industrializadas do mundo, não assumiu um papel e uma função reguladora, deixando a cargo da lógica competitiva e maximizadora de ganhos, que impulsiona as corporações econômicas e os bancos, o “controle natural do mercado”.
e) A política de juros extremamente baixos, que subia pela “escada”, conjugada com a especulação valorizada de ações, títulos e imóveis, que subia pelo “elevador”, estimula a classe média norte-americana e europeia a se endividar no sistema financeiro para adquirir ações e imóveis; quando ocorre a “perda de confiança” (ou o fim da ilusão) e as pessoas passam a vender suas “propriedades”, ocorre a desvalorização dessas propriedades, com a consequente a inadimplência junto ao sistema financeiro, a quebra de bancos e de seguradoras, a recessão etc.


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a) Empresas que operavam especulativamente em torno do dólar, a exemplo das empresas brasileiras que contraíam empréstimos internacionais de curto prazo em dólar; que os convertiam em reais internamente para adquirir títulos públicos e usufruir das elevadas taxas de juros e que pressionavam para a contínua desvalorização interna do dólar para reconverter reais em dólar e pagar as dívidas internacionais com base em um dólar desvalorizado internamente, ganhando duplamente às custas do país, levou a crise para o resto do mundo, além, é claro, da contração dos mercados internacionais às exportações. A especulação financeira em torno do dólar foi um dos motivos da crise.
b) A desregulamentação financeira rompeu com os diques impostos, desde a crise dos anos 1930, à ação dos bancos comerciais, que voltaram a operar como supermercados financeiros e passaram a se valer da “securitização” de créditos, o que antes era reservado somente aos bancos de investimentos. A operação realizadas pelos bancos sem controle por parte do governo motivou a crise financeira.
c) A superprodução de comódites (minérios, produtos agropecuários etc., a serem comercializados anteriormente a sua produção), com a sua consequente desvalorização internacional, somada à profunda articulação entre os bancos centrais na coordenação da política financeira internacional e à elevada taxa de juros internacionais determinaram a súbita elevação dos custos de produção, das dívidas de empresas e consumidores e a recessão econômica internacional. A crise ocorrida econômica na primeira década do século XXI não possui relação com os comódites e sim com os bancos americanos e as hipotecas realizadas nos Estados Unidos.
d) O Banco Central dos Estados Unidos, bem como os bancos centrais das principais economias industrializadas do mundo, não assumiu um papel e uma função reguladora, deixando a cargo da lógica competitiva e maximizadora de ganhos, que impulsiona as corporações econômicas e os bancos, o “controle natural do mercado”. A falta de regulação do BC estadunidense permitiu que a crise tenha ocorrido.
e) A política de juros extremamente baixos, que subia pela “escada”, conjugada com a especulação valorizada de ações, títulos e imóveis, que subia pelo “elevador”, estimula a classe média norte-americana e europeia a se endividar no sistema financeiro para adquirir ações e imóveis; quando ocorre a “perda de confiança” (ou o fim da ilusão) e as pessoas passam a vender suas “propriedades”, ocorre a desvalorização dessas propriedades, com a consequente a inadimplência junto ao sistema financeiro, a quebra de bancos e de seguradoras, a recessão etc. Os bancos que forneceram empréstimos a baixos juros permitiram o endividamento de parte da população e posteriormente a crise financeira.



Se você acertou PARABÉNS! Caso contrário espero que os comentários tenham ajudado a entender um pouco mais. Essa questão é fácil de resolver, por ser um tema atual, além das alternativas permitirem uma orientação diante do tema excluindo a alternativa que esta fora do contexto. Caso queira alguma questão comentada, deixe nos comentários.   

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

Questão da ESPCEX 1996 comentada - Império Napoleônico

ESPCEX (1996) Império Napoleônico 

Em 1814, após a derrota de Napoleão na batalha de Leipzig (conhecida como Batalha das Nações), as potências vitoriosas realizaram, na capital do Império Austríaco, uma conferência internacional conhecida como Congresso de Viena. Essa conferência, momentaneamente interrompida durante o governo dos Cem Dias, foi concluída em 1815, após a derrota de Napoleão em Waterloo e representou uma reação às ideias liberais e nacionalistas difundidas pela Revolução Francesa. Seu principal objetivo era

A) impor à França derrotada uma república tutelada pelas monarquias absolutistas europeias.
B) dividir a França entre os países absolutistas da Europa.
C) enfraquecer economicamente a Inglaterra, que havia consolidado a supremacia naval durante a guerra contra a França napoleônica.
D) restabelecer a situação existente antes da Revolução Francesa, ou seja, restaurar o Antigo Regime.
E) promover a unificação da Alemanha e Itália, que ainda permaneciam divididas e submetidas à hegemonia austríaca.


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A) impor à França derrotada uma república tutelada pelas monarquias absolutistas europeias. Se o objetivo do Congresso de Viena era restaurar as monarquias, não faz sentido querer tornar a França uma república.
B) dividir a França entre os países absolutistas da Europa. Não era esse o desejo, assim como não aconteceu, já que a França enviou representantes para esse Congresso.
C) enfraquecer economicamente a Inglaterra, que havia consolidado a supremacia naval durante a guerra contra a França napoleônica. Essa ideia era o que Napoleão desejava antes de ser derrotado.
D) restabelecer a situação existente antes da Revolução Francesa, ou seja, restaurar o Antigo Regime. Um dos objetivos do Congresso de Viena era restaurar as monarquias que sofreram com as revoltas liberais, e tiveram seus reinos ameaçados.
E) promover a unificação da Alemanha e Itália, que ainda permaneciam divididas e submetidas à hegemonia austríaca. Se tivesse por objetivo promover a unificação da Alemanha e Itália, acabaria com pequenos reinos, agindo contra os interesses da Áustria, por exemplo.



Se você acertou PARABÉNS! Caso contrário espero que os comentários tenham ajudado a entender um pouco mais. Essa questão é fácil de resolver, pelo fato de ser bastante explorado os objetivos do Congresso de Viena e o que aconteceria depois. Caso queira alguma questão comentada, deixe nos comentários.   

domingo, 20 de fevereiro de 2022

Conheça mais à História - Festas do Brasil colonial

Festas do Brasil colonial

            Desde o início da colonização, realizavam-se na América portuguesa festas públicas de caráter oficial ou religioso. As festas oficiais eram impostas pela Coroa portuguesa para celebrar nascimentos reais, casamentos e coroações, ou ainda manifestar o pesar pela morte de um rei. As festas religiosas, organizadas pela Igreja, comemoravam datas santas, como Páscoa, Natal e Corpus Christi. Os principais objetivos dessas comemorações eram manter presente a figura do rei, geograficamente distante, e fortalecer a fé católica entre os colonos.

            Grande parte dessas festas remontava a antigas tradições cristãs da península Ibérica. É o caso da Festa do Divino Espírito Santo, instituída em Portugal no ano de 1321 para comemorar o dia de Pentecostes, por meio de procissões e banquetes.

        Na colônia, porém, as festas de origem portuguesas misturaram-se a tradições indígenas e africanas, originando diversas manifestações que fazem parte daquilo que hoje chamamos de cultura popular brasileira.

           Durante as festas de Natal ou de Reis, por exemplo, começaram a ser encenados pequenos autos que representavam a morte e a ressurreição de um boi. Essas encenações foram provavelmente criadas pelos jesuítas para explicar aos indígenas e africanos o conceito de ressurreição, tão importante na fé católica. Aos poucos, essas encenações foram incorporando elementos trazidos pelos escravos (como o cabumba e o ganzá, instrumentos de origem africana) e indígenas (como suas danças, ritmos e adereços). Essa prática deu origem a um folguedo (brincadeira) popular que se espalhou por todo o Brasil, recebendo diferentes nomes: Bumba meu Boi (Maranhão, Rio Grande do Norte, Alagoas e Piauí), Boi-Bumbá (Pará e Amazonas), Bumbá (Pernambuco), Boi de Mamão (Santa Catarina e Paraná), entre outros.

           Outra festa colonial que misturava elementos de diferentes culturas era o rito de coroação do rei e da rainha do Congo. Essa festa evocava uma história que corria entre escravos e libertos de origem africana sobre um antigo rei do Congo, trazido como escravo para Minas Gerais, onde recebeu o nome de Chico-Rei. Aqui, ele conseguiu acumular fortuna e comprar sua alforria, fundando uma irmandade de negros que tinha como padroeira Nossa Senhora do Rosário. Durante uma Festa de Reis, ele e sua mulher foram coroados rei e rainha do Congo, readquirindo o status que tinham antes de ser escravizados.

         Com base nessa tradição, os negros aproveitavam a Festa de Reis para encenar a coroação de Chiro-Rei. O evento se iniciava com uma missa, na qual um padre católico coroava as pessoas escolhidas para ser os monarcas do Congo. Em seguida, começavam os festejos com cantos, danças, percussão e desfile da realeza pelas ruas, acompanhadas de sua “corte” devidamente caracterizada. Essa festa deu origem à tradição popular da congada, praticada até hoje em algumas regiões do país.

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Referências:

VICENTINO, Cláudio; VICENTINO, José Bruno. Projeto mosaico: história – anos finais (ensino fundamental), 7° ano. 1ª ed. São Paulo: Scipione, 2015. p. 288-289.

 

Fred Costa