quinta-feira, 24 de junho de 2021

Questão do IFG 2018 comentada - Governo Militar

IFG (2018) Governo Militar

No século XX vários países viveram a Ditadura Militar, inclusive o Brasil. Neste contexto, muitas pessoas se opuseram ao regime militar e manifestaram sua insatisfação social das mais variadas formas. No Brasil, canais de televisão promoveram festivais de música, a partir dos quais alguns cantores se tornaram consagrados na música brasileira, como Chico Buarque de Holanda, Elis Regina, Caetano Veloso, Gilberto Gil, e Geraldo Vandré. Muitas músicas continham mensagens de protestos políticos e sociais, abordados de forma metafórica. Leia os trechos abaixo da letra da música “Cálice”, de Chico Buarque:

“Pai, afasta de mim esse cálice

Pai, afasta de mim esse cálice

Pai, afasta de mim esse cálice

De vinho tinto de sangue


Como beber dessa bebida amarga

Tragar a dor, engolir a labuta

Mesmo calada a boca, resta o peito

Silêncio na cidade não se escuta

De que me vale ser filho da santa

Melhor seria ser filho da outra

Outra realidade menos morta

Tanta mentira, tanta força bruta”

Considerando que as letras das músicas da época tinham como objetivo denunciar a situação política, o aspecto da ditadura militar no Brasil denunciado na música é

a) o bipartidarismo do período.
b) o endividamento externo para a realização de muitas obras públicas.
c) a censura, uma vez que o título da canção é um trocadilho com a palavra “Cale-se”.
d) o exílio de vários políticos, artistas e intelectuais.


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a) o bipartidarismo do período. Apesar de haver o bipartidarismo, no texto da questão e a música não trás nenhuma indicação quanto a alternativa.
b) o endividamento externo para a realização de muitas obras públicas. Também ocorreu o endividamento durante o governo militar, mas no trecho da música não faz nenhuma referência a esse fato.
c) a censura, uma vez que o título da canção é um trocadilho com a palavra “Cale-se”. A música faz um trocadilho com a palavra “cálice”, demonstrando a censura existente durante o período do Governo Militar.
d) o exílio de vários políticos, artistas e intelectuais. No trecho da música não faz referência a esse fato que ocorre durante o Governo Militar.

Se você acertou PARABÉNS! Caso contrário espero que os comentários tenham ajudado a entender um pouco mais. Essa questão é de fácil entendimento, possuindo muitas informações que podem ser extraídas do texto. Caso queira alguma questão comentada, deixe nos comentários. 

quarta-feira, 23 de junho de 2021

Questão do Enem 2013.2 comentada - Brasil Colônia (Período Joanino)

Enem (2013.2) Período Joanino

A vinda da família real deslocou definitivamente o eixo da vida administrativa da Colônia para o Rio de Janeiro, mudando também a fisionomia da cidade. A presença da Corte implicava uma alteração do acanhado cenário urbano da Colônia, mas a marca do absolutismo acompanharia a alteração. 

(FAUSTO, B. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 1995- fragmento)

As transformações ocorridas na cidade do Rio de Janeiro em decorrência da presença da Corte estavam limitadas à superfície das estruturas sociais porque:

A) a pujança do desenvolvimento comercial e industrial retirava da agricultura de exportação a posição de atividade econômica central na Colônia.
B) a expansão das atividades econômicas e o desenvolvimento de novos hábitos conviviam com a exploração do trabalho escavo.
C) a emergência das práticas liberais, com a abertura dos portos, impedia uma renovação política em prol da formação de uma sociedade menos desigual.
D) a integração das elites políticas regionais, sob a liderança do Rio de Janeiro, ensejava a formação de um projeto político separatista de cunho republicano.
E) a dinamização da economia urbana retardava o letramento de mulatos imigrantes, importante para as necessidades do trabalho na cidade.


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A) a pujança do desenvolvimento comercial e industrial retirava da agricultura de exportação a posição de atividade econômica central na Colônia. A capital da colônia não tinha tanta relevância econômica assim, conforme afirma a alternativa.
B) a expansão das atividades econômicas e o desenvolvimento de novos hábitos conviviam com a exploração do trabalho escavo. Mesmo com a chegada da família real portuguesa e a modernização que se iniciava no Rio de Janeiro, velhas práticas ainda ocorriam como o trabalho escravo.
C) a emergência das práticas liberais, com a abertura dos portos, impedia uma renovação política em prol da formação de uma sociedade menos desigual. A abertura dos portos serviu para que a colônia pudesse comercializar com outros países como a Inglaterra, rompendo com o pacto colonial e a presença do Rei na colônia assim necessitava.
D) a integração das elites políticas regionais, sob a liderança do Rio de Janeiro, ensejava a formação de um projeto político separatista de cunho republicano. As elites que orbitavam a família real estava mais interessada em privilégios e cargos, ocorrendo esse movimento de cunho republicano em Recife no ano de 1817.
E) a dinamização da economia urbana retardava o letramento de mulatos imigrantes, importante para as necessidades do trabalho na cidade. Naquele momento não havia a necessidade de uma população letrada para o trabalho tendo em vista que não haviam indústrias, assim como não ocorreu essa chegada de mulatos imigrantes.

Se você acertou PARABÉNS! Caso contrário espero que os comentários tenham ajudado a entender um pouco mais. Essa questão julgamos como fácil por ser um assunto bastante abordado e de fácil entendimento. Caso queira alguma questão comentada, deixe nos comentários. 

segunda-feira, 3 de maio de 2021

Neocolonialismo – origens e características

 Idade Contemporânea

Neocolonialismo – origens e características

     Nas últimas décadas do século XIX, as potências europeias iniciaram uma nova forma de Imperialismo. O imperialismo foi um processo iniciado nas últimas décadas do século XIX, que se caracterizou pela expansão das potências capitalistas europeias, como França e Inglaterra, sobre os territórios da África, da Ásia e da Oceania.

Na origem desse processo, do qual mais tarde também participaram os Estados Unidos e o Japão, estavam as modificações no mundo capitalista criadas pela Revolução Industrial, que entrara em outra fase na segunda metade do século XIX. Essa nova fase da Revolução Industrial foi marcada pela expansão da industrialização iniciada na Inglaterra, para outros países europeus, como a Bélgica, a França e a Alemanha.

         Nessa época, a indústria europeia também, recebeu melhorias técnicas, como a energia elétrica, os motores movidos a óleo diesel e a gasolina, o uso do aço e outros avanços nas áreas da química e da mecânica. Com isso, houve um grande crescimento da produção industrial, que acabou gerando crises de superprodução no início da década de 1870, ou seja, os mercados consumidores europeus já não absorviam o que as suas indústrias produziam. A saída para a crise europeia, no entender de muitos políticos e empresários europeus, era tomar posse de territórios coloniais, pois as colônias poderiam fornecer matérias-primas para a indústria europeia e ainda adquirir os produtos industrializados que estavam acumulados na Europa.

            No início do século XIX, a presença europeia no continente africano se limitava a algumas regiões litorâneas. Isso aconteceria, principalmente, porque os povos africanos não permitiam o avanço dos estrangeiros no interior de seu território. Nessa época, o tráfico, de escravos era uma importante fonte de renda para muitos africanos. A suspensão desse comércio, ocorrido em meados do século XIX por pressão dos ingleses, enfraqueceu os Estados africanos mais poderosos, diminuindo assim sua capacidade de resistência frente à invasão europeia.

         Além disso, no final do século XIX, os europeus se viram em condições de superioridade militar suficientes para expandir seu domínios para o interior do continente africano. A princípio, os europeus se limitaram a consolidar áreas de influência, por meio de alianças e tratados com chefes africanos, visando à formação de protetorados. Apenas em um segundo momento, eles se lançaram à conquista militar, principalmente, principalmente quando seus interesses foram contrariados por chefes africanos.

Argélia, África do Sul e Egito foram um dos países invadidos pelas potências europeias e tiveram que ceder a esses países. Mesmo com uma resistência organizada não foi possível expulsar os europeus, já que possuíam armas e poder, tendo o sistema e apoio dos governos abafando todo e qualquer movimento. A exploração da mão de obra barata permitiu que esses países enriquecessem enquanto os países africanos se afundassem cada vez mais na desigualdade social e pobreza. Países civilizados, com uma raça civilizada impediram outros povos de evoluírem.

Referências:

PELLEGRINI, Nelson; DIA, Adriano; GRINBERG, Keila. Vontade de saber história, 8° ano. 3ª ed. São Paulo: FTD, 2015.

 

Fred Costa

 

domingo, 2 de maio de 2021

Conheça mais à História - O Reino do Meio

 O Reino do Meio

            No último milênio a. C., os chineses autodenominavam-se Reino do Meio. Nesse período, a China se considerava o centro do mundo, o eixo da civilização, cercada por povos tidos por ela como de menor importância. Nessa época, sua extensão, riqueza e população se igualavam à do Império Romano. Observe o mapa abaixo.

          No final do século I a. C., a China tinha cerca de 60 milhões e um território de mais de 4 milhões de quilômetros quadrados. Na mesma época, o Império Romano somava pouco mais de 54 milhões de habitantes e uma área de 4 milhões de quilômetros quadrados, aproximadamente. Uma rede de rotas ligava os dois impérios, transportando mercadorias do Oriente para o Ocidente e vice-versa.

Referências:

VICENTINO, Cláudio; VICENTINO, José Bruno. Projeto mosaico: história – anos finais (ensino fundamental), 6° ano. 1ª ed. São Paulo: Scipione, 2015. p. 191.

 

Fred Costa

 

sábado, 1 de maio de 2021

Conheça mais à História - O Confucionismo e o Taoísmo

 O Confucionismo e o Taoísmo

        Confúcio (ou Kung-Fu-tsé) foi um dos mais importantes pensadores da China antiga. Ele defendia a idéia de que a prática de virtudes, como o respeito aos pais e às tradições, cabe a cada indivíduo. Essa doutrina ficou conhecida como confucionismo.

            De acordo com os princípios do confucionismo, o ser humano é naturalmente bom. Todo mal decorre da falta de conhecimentos. Por isso, o confucionismo defendia uma educação para a virtude e a harmonia, o amor à verdade, o bem e a generosidade. Isso sem recorrer a mandamentos ou revelações divinas, apresentando-se mais como uma filosofia. Depois de sua morte, contudo, Confúcio foi transformado pelas autoridades governamentais em objeto de culto, com templos e honrarias, adquirindo traços religiosos.

Lao-tsé defendia o abandono das vaidades do mundo, o retiro da vida pública e a dedicação à meditação solitária, que seria o caminho (Tao) para uma integração íntima com o Universo. Por isso, essa doutrina ficou conhecida como taoísmo. O livro Tao Te King (Livro do caminho e da virtude) é um dos mais traduzidos do mundo. Nele, Lao-Tsé apresenta suas ideias, que depois foram desenvolvidas por seus discípulos (especialmente Li-tsé e Tchuang-tsé).

Referências:

VICENTINO, Cláudio; VICENTINO, José Bruno. Projeto mosaico: história – anos finais (ensino fundamental), 6° ano. 1ª ed. São Paulo: Scipione, 2015. p. 189.

 

Fred Costa

 

domingo, 4 de abril de 2021

Conheça mais à História - As pipas chinesas

 As pipas chinesas

            Acredita-se que as pipas, também conhecidas como papagaios, foram criadas pelos chineses há mais de 3 mil anos. Existem muitas versões, lendas e mitos sobre sua origem. Hoje elas são usadas como entretenimento e arte em muitos lugares do mundo, mas elas já serviram para outros fins. A tradição chinesa conta que a pipa foi inventada por um general chamado Hau-Sin. Ao invadir uma cidade, ele teria conseguido medir a distância de onde estava até o palácio que deveria ser conquistado utilizando uma pipa.

            Outra experiência bem-sucedida envolvendo o uso de pipas é a do norte-americano Benjamin Franklin, que, ao empinar uma pipa com uma chave pendurada, desenvolveu o para-raios no século XVIII.

         As pipas também foram utilizadas em batalhas, para avisar sobre a chegada de inimigos. Alguns historiadores dizem que pipas eram utilizadas no Quilombo dos Palmares, no Brasil colonial do século XVII, para facilitar a comunicação entre os escravizados fugitivos.

          Até hoje se comemora na China o Dia dos Papagaios, em 9 de setembro, quando adultos e crianças vão as ruas empinar pipas.

Referências:

VICENTINO, Cláudio; VICENTINO, José Bruno. Projeto mosaico: história – anos finais (ensino fundamental), 6° ano. 1ª ed. São Paulo: Scipione, 2015. p. 186.

 

Fred Costa

 

sábado, 3 de abril de 2021

Conheça mais à História - Por que a vaca é sagrada na Índia?

 Por que a vaca é sagrada na Índia?

          A tradição nasceu com o hinduísmo. Os vedas, coletânea de textos religiosos de cerca de 1500 a. C., comentam a fertilidade do animal e o associam a várias divindades. Outra escritura hinduísta fundamental, o Manusmriti, compilado por volta do século I a. C., também enfatiza a importância da vaca para o homem. Nos séculos seguintes, foram criadas leis elevando gradualmente o status religioso bovino. No sistema de castas que ainda vigora na sociedade indiana, a vaca é considerada mais “pura” até do que os brâmanes (indivíduos pertencentes à casta mais elevada, dos sacerdotes) – por isso não pode ser morta nem ferida e tem passe livre para circular pelas ruas sem ser incomodada. O leite do animal, sua urina e até mesmo suas fezes são utilizados em rituais de purificação.

            A adoração, no entanto, não é unanimidade entre os hindus e suscita debates inflamados no país. Em seu livro The Myth of Holy Cow (O mito da vaca sagrada, sem tradução para o português), o historiador indiano Dwijendra Narayan Jha, da Universidade de Délhi, sustenta a tese de que o hábito de comer carne era bastante comum na sociedade hindu primitiva e condena o “fundamentalismo em torno da santificação do animal”, imposto pelos principais grupos religiosos da Índia. [...]

Disponível em: http://mundoestranho.abril.com.br/mundoanimal/pergunta_286192.shtml#. Acesso em: 2 de maio de 2015.

Referências:

Porque a Vaca é sagrada na Índia? Disponível em: http://mundoestranho.abril.com.br/mundoanimal/pergunta_286192.shtml#. Acesso em: 2 de maio de 2015.

VICENTINO, Cláudio; VICENTINO, José Bruno. Projeto mosaico: história – anos finais (ensino fundamental), 6° ano. 1ª ed. São Paulo: Scipione, 2015. p. 181.

 

Fred Costa