sábado, 11 de setembro de 2021

Conheça mais à História - Cleópatra

 Cleópatra

          O Egito, no século I a. C., era um reino rico, mas dividido por lutas. Era época da dinastia ptolomaica, marcada por vários reinados breves. O grande destaque coube a Cleópatra, filha de Ptolomeu XII, que chegou ao poder em 51 a. C.

         Ela disputou o comando egípcio com o irmão Ptolomeu XIII, de apenas 15 anos, e seus ministros. Com o apoio de Júlio César, conseguiu a coroa, mas precisou dividi-la com outro irmão menor, Ptolomeu XIV. Em seguida, mudou-se para Roma e, da união com Júlio César, teve um filho, conhecido como Ptolomeu XV Cesarion. Com o assassinato de César, Cleópatra retornou ao Egito. Uniu-se a Marco Antônio, um dos integrantes do Segundo Triunvirato romano.

            Cleópatra sempre buscou ampliar as áreas territoriais de seu reino e manteve aliança com o Império Romano. Porém, em razão das disputas entre Otávio e Marco Antônio, ela acabou derrotada e preferiu morrer. Deixou-se picar por uma serpente em 30 a. C.


Referências:

VICENTINO, Cláudio; VICENTINO, José Bruno. Projeto mosaico: história – anos finais (ensino fundamental), 6° ano. 1ª ed. São Paulo: Scipione, 2015. p. 281.


Fred Costa


quarta-feira, 8 de setembro de 2021

Questão do Enem 2009.3 comentada - Guerra Fria

Enem (2009.3) Guerra Fria

Ao contrário do que se acredita, o “discurso secreto” de Kruschev não significou a primeira manifestação de discordância dos novos governantes da URSS, ao acusar Stalin de genocídio. Antes disso, haviam sido dados os primeiros passos para o fim da estrutura repressiva que reinava no país. Na verdade, o discurso se baseia, em parte, nas conclusões obtidas pelo grupo chamado Comissão Shvernik, comissão especial que logrou reunir suficiente evidência para denunciar que, nos anos de 1930, mais de um milhão e meio de membros do partido haviam sido acusados de realizar atividades antissoviéticas, dos quais tendo sido executados mais de 680.000 deles.

O processo que desencadeou o término da estrutura repressiva que reinava na União Soviética ocorreu porque:

A) as chamadas atividades antissoviéticas foram oficialmente descriminalizadas pela Comissão Shvernik.
B) o processo de libertação dos milhares de presos políticos nos campos de trabalho foi concluído antes do discurso de Kruschev.
C) a Comissão Shvernik pretendia pôr fim ao regime socialista.
D) as vítimas da desestalinização foram reabilitadas politicamente, como parte da reavaliação dos documentos da Comissão Shvernik.
E) os próprios membros do partido que haviam apoiado Stalin a consolidar a Revolução Russa foram, em grande número, mortos ou presos.


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A) as chamadas atividades antissoviéticas foram oficialmente descriminalizadas pela Comissão Shvernik. Na verdade a Comissão serviu para apontar os erros cometidos pelos soviéticos e não torná-los legal como a alternativa indica.
B) o processo de libertação dos milhares de presos políticos nos campos de trabalho foi concluído antes do discurso de Kruschev. Não aconteceu na História assim como o texto da questão não faz nenhuma indicação a respeito.
C) a Comissão Shvernik pretendia pôr fim ao regime socialista. Não era esse o objetivo até mesmo porque o regime socialista se manteve até o início da década de 1990.
D) as vítimas da desestalinização foram reabilitadas politicamente, como parte da reavaliação dos documentos da Comissão Shvernik. Não tem no texto e nem na História nenhuma indicação de que isso ocorreu.
E) os próprios membros do partido que haviam apoiado Stalin a consolidar a Revolução Russa foram, em grande número, mortos ou presos. Após a Revolução Russa e com a chegada de Stálin ao poder, muitos membros foram considerados traidores, perseguidos e até apagados da história soviética.


Se você acertou PARABÉNS! Caso contrário espero que os comentários tenham ajudado a entender um pouco mais. Essa questão é difícil de acertar, pois exige um pouco de conhecimento sobre a Revolução Russa combinado com a Guerra Fria para entender a história da União Soviética e o seu governo autoritário. Caso queira alguma questão comentada, deixe nos comentários. 

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Questão do Enem 2014.2 comentada - Necolonialismo

Enem (2014.2) Neocolonialismo

Em busca e matérias-primas e de mercados por causa da acelerada industrialização, os europeus retalharam entre si a África. Mais do que alegações econômicas, havia justificativas políticas, científicas, ideológicas e até filantrópicas. O rei belga Leopoldo II defendia o trabalho missionário e a civilização dos nativos do Congo, argumento desmascarado pelas atrocidades praticadas contra a população. 

(NASCIMENTO, C. Partilha da África: o assombro do continente mutilado. Revista de História da Biblioteca Nacional, ano 7, n. 75, dez 2011 – adaptado)

A atuação dos países europeus contribuiu para que a África – entre 1880 e 1914 – se transformasse em uma espécie de grande “colcha de retalhos”. Esse processo foi motivado pelo(a):

A) busca de acesso à infraestrutura energética dos países africanos.
B) tentativa de regulação da atividade comercial com os países africanos.
C) resgate humanitário das populações africanas em situação de estrema pobreza.
D) domínio sobre os recursos considerados estratégicos para o fortalecimento das nações europeias.
E) necessidade de expandir as fronteiras culturais da Europa pelo contato com outras civilizações.


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A) busca de acesso à infraestrutura energética dos países africanos. Não havia uma infraestrutura energética na África que interessasse os europeus.
B) tentativa de regulação da atividade comercial com os países africanos. Não havia interesse dos europeus em regular a atividade comercial dos africanos por não ser intensa e nem lucrativa para eles.
C) resgate humanitário das populações africanas em situação de estrema pobreza. Em nenhum momento durante o Neocolonialismo os europeus tiveram intenção humanitária na África.
D) domínio sobre os recursos considerados estratégicos para o fortalecimento das nações europeias. O maior interesse dos Europeus na África era obter os recursos naturais para manter a 2ª Revolução Industrial assim como ter mercado consumidor para os seus produtos.
E) necessidade de expandir as fronteiras culturais da Europa pelo contato com outras civilizações. Pelo contrário, os europeus viam os africanos como inferiores e as missões civilizatórias tinham por objetivo a dominação para explorá-los.


Se você acertou PARABÉNS! Caso contrário espero que os comentários tenham ajudado a entender um pouco mais. Essa questão fácil, pois o Imperialismo só tinha um objetivo para os países europeus, algo que é bastante explicado nas aulas de História. Caso queira alguma questão comentada, deixe nos comentários. 

domingo, 5 de setembro de 2021

Conheça mais à História - O calendário juliano

 O calendário juliano

         Júlio César encomendou ao astrônomo Sosígenes (de Alexandria) a produção de um calendário solar para os romanos.

         Sosígenes determinou que a duração do ano solar seria de 365 dias e seis horas. A cada quatro anos, seria acrescentado um dia ao ano solar em curso, originando, assim, o ano bissexto. O astrônomo definiu ainda que janeiro, março, maio, julho (mês batizado em homenagem a Júlio César), setembro e novembro teriam 31 dias cada um; os demais meses teriam 30, exceto fevereiro que teria 29 dias e, nos anos bissextos, 30.

        O ano 1 marcava para os romanos o ano da fundação lendária de Roma. Esse ano equivale, no calendário cristão, a 753 a. C.

       No século XVI, o calendário Juliano sofreu nova reforma, empreendida pelo papa Gregório XIII. O resultado foi o calendário gregoriano, usado até hoje na maioria dos países do mundo ocidental.


Referências:

VICENTINO, Cláudio; VICENTINO, José Bruno. Projeto mosaico: história – anos finais (ensino fundamental), 6° ano. 1ª ed. São Paulo: Scipione, 2015. p. 279.

 

Fred Costa

sábado, 4 de setembro de 2021

Documentos Históricos - A organização política da Monarquia Romana

 A organização política da Monarquia Romana

         Dionísio de Halicarnasso foi um historiador grego que viveu no século I a. C. Ainda jovem foi para Roma, onde conviveu com importantes estudiosos. Escreveu uma obra dedicada à história de Roma, desde sua fundação até o ano 264 a. C.

       Em primeiro lugar falarei sobre a constituição da cidade que considero possuir o sistema político mais adaptado tanto à paz como à guerra. Sua organização foi o seguinte: Rômulo distribuiu todo o povo em três grupos, colocando na chefia de cada um deles o indivíduo mais ilustre. Em seguida, dividiu novamente cada um dos grupos em dez, à frente dos quais colocou os mais corajosos. Chamou de tribos as trivisões maiores e de cúrias as menores, nomes que permanecem até hoje. [...] Dividiu igualmente a cúria em [dez] decúrias, colocando na chefia os chefes chamados na língua do país de decuriões. [...]

         Rômulo reservou ao rei as seguintes prerrogativas: em primeiro lugar presidir às cerimônias sagradas e aos sacrifícios e realizar tudo aquilo que tinha sido previsto pela vontade dos deuses, em seguida, como guardião das leis e dos costumes dos antepassados, [...] julgar os crimes maiores, relegando os menores aos senadores, impedir todos os erros nos processos, reunir o Senado e convocar o povo, dar seu parecer e executar as decisões da maioria. Estes foram os poderes concedidos ao rei; além disso, o mesmo era o chefe supremo de guerra.

          A Assembleia do Senado atribuiu a honra e o poder de decidir sobre todas as questões que o rei lhe submetesse e de fazê-lo por meio do voto. Ela deveria ser guiada pela maioria. Ao povo em geral, concedeu os seguintes três poderes: eleger magistrados, sancionar as leis, decidir sobre a paz e a guerra, se o rei assim o desejasse. No entanto, mesmo assim, a autoridade do povo não estava fora do controle, pois a aquiescência do Senado era necessária. O povo não votava em massa, mas era convocado pelas cúrias, e aquilo que parecesse bom para a maioria das cúrias era em seguida deferido ao Senado.

HALICARNASSO, Dionísio de. Das antiguidades romanas, v. II, 7, 2-4; v. II, 14, 1-5.

Referências:

HALICARNASSO, Dionísio de. Das antiguidades romanas, v. II.

VICENTINO, Cláudio; VICENTINO, José Bruno. Projeto mosaico: história – anos finais (ensino fundamental), 6° ano. 1ª ed. São Paulo: Scipione, 2015. p. 275.

 

Fred Costa

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Questão do Enem 2012.1 comentada - Guerra Fria

Enem (2012.1) Guerra Fria – contracultura

Texto do Cartaz: “Amor e não guerra”.

Nos anos que se seguiram à Segunda Guerra, movimentos como o Maio de 1968 ou a campanha contra a Guerra do Vietnã culminaram no estabelecimento de diferentes formas de participação política.

Seus slogans, tais como “Quando penso em revolução quero fazer amor”, se tornaram símbolos da agitação cultural nos anos 1960, cuja inovação relacionava-se:

A) à contestação da crise econômica europeia, que fora provocada pela manutenção das guerras coloniais.
B) à organização partidária da juventude comunista, visando o estabelecimento da ditadura do proletariado.
C) à unificação das noções de libertação social e libertação individual, fornecendo um significado político ao uso do corpo.
D) à defesa do amor cristão e monogâmico, com fins à reprodução, que era tomado como solução para os conflitos sociais.
E) ao reconhecimento da cultura das gerações passadas, que conviveram com a emergência do rock e outras mudanças nos costumes.


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A) à contestação da crise econômica europeia, que fora provocada pela manutenção das guerras coloniais. Não houve crise econômica europeia provocada por guerras coloniais.
B) à organização partidária da juventude comunista, visando o estabelecimento da ditadura do proletariado. Não havia uma organização partidária comunista.
C) à unificação das noções de libertação social e libertação individual, fornecendo um significado político ao uso do corpo. As pautas dos movimentos feministas se juntaram a outras pautas, contra a Guerra do Vietnã.
D) à defesa do amor cristão e monogâmico, com fins à reprodução, que era tomado como solução para os conflitos sociais. Na verdade esse movimento era contra ao que chamavam de velhos costumes, ligados a religião e família.
E) ao reconhecimento da cultura das gerações passadas, que conviveram com a emergência do rock e outras mudanças nos costumes. O movimento desejava não reconhecer as gerações passadas, rompendo com qualquer vínculo.


Se você acertou PARABÉNS! Caso contrário espero que os comentários tenham ajudado a entender um pouco mais. Essa questão é difícil de acertar. Exige muita leitura e interpretação desses movimentos contestatórios da década de 1960. Caso queira alguma questão comentada, deixe nos comentários. 

quarta-feira, 1 de setembro de 2021

Questão do Enem 2011.2 comentada - Absolutismo

Enem (2011.2) Absolutismo

O despotismo é o governo em que o chefe do Estado executa arbitrariamente as leis que ele dá a si mesmo e em que substitui a vontade pública por sua vontade particular. 

(KANT, I. Despotismo, D. Dicionário básico de Filosofia. Rio de Janeiro: Zahar, 2006.

O conceito de despotismo elaborado pelo filósofo Immanuel Kant pode ser aplicado na interpretação do contexto político brasileiro posterior ao AI-5, porque descreve:

A) a sociedade sem classes sociais.
B) as relações democráticas de poder.
C) o autoritarismo nas relações de poder.
D) a usurpação do poder pelo povo
E) a divisão dos poderes de Estado.


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A) a sociedade sem classes sociais. Não havia com o AI-5 uma divisão da sociedade em classes sociais nos moldes do absolutismo.
B) as relações democráticas de poder. Não havia democracia com o absolutismo, assim como houve restrição a democracia com o AI-5.
C) o autoritarismo nas relações de poder. Assim como no Absolutismo em que o Rei tinha todo o poder centralizado em suas mãos, a medida adotada pelo AI-5 também permitiu a centralização do poder nas mão do presidente.
D) a usurpação do poder pelo povo. O povo durante o absolutismo delegava o seu poder ao rei, assim como no AI-5 não ocorreu a tomada do poder pelo povo.
E) a divisão dos poderes de Estado. No Absolutismo não havia divisão dos poderes, assim como no AI-5, o poder legislativo estava centralizado no Executivo.


Se você acertou PARABÉNS! Caso contrário espero que os comentários tenham ajudado a entender um pouco mais. Todas as questões do Enem que fazem relação com o governo militar são fáceis de responder. Ainda mais se tratando de Absolutismo com AI-5. Caso queira alguma questão comentada, deixe nos comentários.