quinta-feira, 7 de outubro de 2021

Questão do Enem 2010.1 comentada - República Velha (território)

Enem (2010.1) República Velha - território

As secas e o apelo econômico da borracha – produto que no final do século XIX alcançava preços altos mercados internacionais – motivaram a movimentação humanas oriundas do Nordeste do Brasil para o Acre. Entretanto, até o início do século XX, essa região pertencia à Bolívia, embora a maioria da sua população fosse brasileira e não obedecesse à autoridade boliviana. Para reagir à presença de brasileiros, o governo de La Paz negociou o arrendamento da região a uma entidade internacional, o Bolivian Syndicate, iniciando violentas disputas dos dois lados da fronteira. O conflito só terminou em 1903, com a assinatura do Tratado de Petrópolis, pelo qual o Brasil comprou o território por 2 milhões de libras esterlinas.

(Disponível em: www.mre.gov.br. Acesso em: 03 nov. 2008 – adaptado)

Compreendendo o contexto em que ocorreram os fatos apresentados, o Acre tornou-se parte do território nacional brasileiro:

A) pela formalização do Tratado de Petrópolis, que indenizava o Brasil pela sua anexação
B) por meio do auxílio do Bolivian Syndicate aos emigrantes brasileiros na região.
C) devido à crescente emigração de brasileiros que exploravam os seringais.
D) em função da presença de inúmeros imigrantes estrangeiros na região.
E) pela indenização que os emigrantes brasileiros pagaram à Bolívia.


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A) pela formalização do Tratado de Petrópolis, que indenizava o Brasil pela sua anexação. Na verdade foi o Brasil que indenizou a Bolívia.
B) por meio do auxílio do Bolivian Syndicate aos emigrantes brasileiros na região. Essa empresa fez aumentar os confrontos entre brasileiros e bolivianos.
C) devido à crescente emigração de brasileiros que exploravam os seringais. A forte presença de brasileiros em território boliviano fez com o que o governo brasileiro tomasse uma atitude e através da diplomacia assinasse o Tratado de Petrópolis anexando o que viria a ser o Acre.
D) em função da presença de inúmeros imigrantes estrangeiros na região. Na região havia muitos imigrantes brasileiros.
E) pela indenização que os emigrantes brasileiros pagaram à Bolívia. O governo brasileiro que pagou indenização à Bolívia.

Se você acertou PARABÉNS! Caso contrário espero que os comentários tenham ajudado a entender um pouco mais. É uma questão fácil de resolver, pois a resposta esta explícita no texto e de fácil interpretação. Caso queira alguma questão comentada, deixe nos comentários. 

quarta-feira, 6 de outubro de 2021

Questão do Enem 2016.1 comentada - Era Vargas

Enem (2016.1) Era Vargas

Em 1935, o governo brasileiro começou a negar vistos a judeus. Posteriormente, durante o Estado Novo, uma circular secreta proibiu a concessão de vistos a “pessoas de origem semita”, inclusive turistas e negociantes, o que causou uma queda de 75% da imigração judaica ao longo daquele ano. Entretanto, mesmo com as imposições da lei, muitos judeus continuaram entrando ilegalmente no país durante a guerra e as ameaças de deportação em massa nunca foram concretizadas, apesar da extradição de alguns indivíduos por sua militância política.

GRIMBERG, K. Nova língua interior: 500 anos de história dos judeus no Brasil. In IBGE. Brasil: 500 anos de povoamento. Rio de Janeiro: IBGE, 2000 (adaptado).

Uma razão para a adoção da política de imigração mencionada no texto foi o(a)

A) receio do controle sionista sobre a economia nacional.
B) reserva de postos de trabalho para a mão de obra local.
C) oposição do clero católico à expansão de novas religiões.
D) apoio da diplomacia varguista às opiniões dos líderes árabes.
E) simpatia de membros da burocracia pelo projeto totalitário alemão.


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A) receio do controle sionista sobre a economia nacional. Não tem elementos no texto da questão assim como não ocorreu esse medo nem intenção por parte dos sionistas. 
B) reserva de postos de trabalho para a mão de obra local. No texto deixa bem claro que o problema eram o judeus e o alinhamento político varguista.
C) oposição do clero católico à expansão de novas religiões. A presença dos judeus no Brasil não era tão representativo assim como nunca houve por parte da Igreja essa preocupação.
D) apoio da diplomacia varguista às opiniões dos líderes árabes. Ainda não havia sido efetivado o conflito entre árabes e judeus, assim como o alinhamento de Vargas eram com os nazistas.
E) simpatia de membros da burocracia pelo projeto totalitário alemão. O governo Vargas, principalmente durante o Estado Novo tinha muita simpatia pela ditadura nazista, daí adotar o preconceito também contra os judeus impedindo a sua entrada no país assim como a deportação de alguns alemães judeus.

Se você acertou PARABÉNS! Caso contrário espero que os comentários tenham ajudado a entender um pouco mais. É uma questão fácil de resolver, pois é bastante comentado nas aulas sobre a Era Vargas do seu posicionamento com os nazistas. Caso queira alguma questão comentada, deixe nos comentários. 

terça-feira, 5 de outubro de 2021

A história do garfo.

 Idade Moderna

A história do garfo

       O garfo é um utensílio bastante utilizado pela sociedade em geral, principalmente pela ocidental. Segundo dados históricos, o seu uso consta a partir do século XI, quando teria chegado na Europa, especificamente na cidade de Veneza. Mas esse importante utensílio teria sido trado pela filha do Imperador do Império Romano do Oriente, tornando sua utilização bastante comum posteriormente.

        Aos poucos os habitantes da cidade de Veneza passou a utilizá-lo no dia a dia que antes era um objeto das pessoas mais refinadas. Milão e Florença foram as demais cidades por onde se difundiu, espalhando por outras cidades europeias. Na Itália a partir do século XV, era comum as pessoas utilizá-los durante suas refeições.

            Outros países como Portugal, a chegada do garfo teria ocorrido por volta do século XV, XVI, e o mais interessantes é sua utilização por membros da família Real. Outro fato bastante curioso é que a partir do século XVII surge o terceiro dente no garfo, sendo o modelo anterior contando com apenas 2 dentes. Já o quarto dente do garfo como conhecemos hoje teria surgido a partir da metade do século XVII.

            Na Europa, a utilização do garfo inicialmente era pelas famílias reais. Reis e rainhas faziam o seu uso como prova de refino nos costumes e seguir a etiqueta sempre à risca, fazendo honrar o pertencimento a uma monarquia. Todos os monarcas na Europa tinham o conhecimento desse objeto a partir do século XIX e aos poucos eram levados para outros lugares a partir de viajantes ou encontros desses reinados.

            Já no Brasil colônia, não era utilizada pelas famílias, principalmente as tradicionais. Desde os escravos até os senhores de engenho e as famílias mais ricas, era normal todos utilizarem as mãos durante as refeições. Somente ao longo do século XIX, com as viagens de D. Pedro I, a partir do segundo reinado, foram trazidos esses costumes além dos trópicos.

Os costumes se adaptam e difundem ao longo do tempo. Um grande exemplo é o uso do garfo, como se percebeu que surge na Ásia e ao chegar à Europa se difunde rapidamente. Como todo objeto relacionado aos costumes, é utilizado primeiramente pelas famílias reais, fazendo parte da população em geral posteriormente tornando-se popular. Fazendo parte da etiqueta, passado de geração em geração como devia ser manuseado, o garfo é um objeto que faz parte da História por ser presente, principalmente no dia a dia de famílias e pessoas importantes.

Referências:

Conheça a História do garfo e suas características, disponível em: https://revista.sociedadedamesa.com.br/2014/08/na-cozinha-tem-historia-o-garfo/, acessado em 30 de setembro de 2021.

 

Fred Costa


segunda-feira, 4 de outubro de 2021

Questão do Enem 2009.1 comentada - 2ª Guerra Mundial

Enem (2009.1) 2ª Guerra Mundial – expansionismo japonês

O ataque japonês a Pearl Harbor e a consequente guerra entre americanos e japoneses no Pacífico foi resultado e um processo de desgaste das relações entre ambos. Depois de 1934, os japoneses passaram a falar mais desinibidamente da “Esfera de coprosperidade da Grande Ásia Oriental”, considerada como a “Doutrina Monroe Japonesa”.

A expansão japonesa havia começado em 1895, quando venceu a China, impôs-lhe o Tratado de Shimonoseki passando a exercer tutela sobre a Coréia. Definida sua área de projeção, o Japão passou a ter atritos constantes com a China e a Rússia. A área de atrito passou a incluir os Estados Unidos quando os japoneses ocuparam a Manchúria, em 1931, e a seguir, a China em 1937.

(REIS FILHO, D. A. (Org) O século XX, o tempo das crises. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008)

Sobre a expansão japonesa, infere-se que:

A) o Japão tinha uma política expansionista, na Ásia, de natureza bélica, diferente da doutrina Monroe.
B) o Japão buscou promover a prosperidade da Coréia, tutelando-a à semelhança do que os EUA faziam.
C) o povo japonês propôs cooperação aos Estados Unidos ao copiarem a Doutrina Monroe e proporem o desenvolvimento da Ásia.
D) a China aliou-se à Rússia contra o Japão, sendo que a doutrina Monroe previa a parceria entre os dois.
E) a Manchúria era território norte-americano e foi ocupado pelo Japão, originando a guerra entre os dois países.


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A) o Japão tinha uma política expansionista, na Ásia, de natureza bélica, diferente da doutrina Monroe. A política expansionista japonesa visava conquistar novos territórios e mantê-las, diferente da Doutrina Monroe que basicamente tinha por objetivo impedir a interferência das antigas metrópoles na América.
B) o Japão buscou promover a prosperidade da Coréia, tutelando-a à semelhança do que os EUA faziam. Na verdade ocorreu o contrário, já que o Japão submeteu a Coréia ao seu domínio.
C) o povo japonês propôs cooperação aos Estados Unidos ao copiarem a Doutrina Monroe e proporem o desenvolvimento da Ásia. Não ocorreu nenhuma cooperação entre os dois países já que ambos possuíam diferentes interesses.
D) a China aliou-se à Rússia contra o Japão, sendo que a doutrina Monroe previa a parceria entre os dois. A doutrina Monroe era uma política desenvolvida pelos EUA para a América, não possuindo relação com com a Ásia.
E) a Manchúria era território norte-americano e foi ocupado pelo Japão, originando a guerra entre os dois países. A Manchúria não pertencia aos EUA, e sim disputado por chineses, soviéticos e japoneses.


Se você acertou PARABÉNS! Caso contrário espero que os comentários tenham ajudado a entender um pouco mais. É uma questão difícil de resolver. Exige conhecimentos sobre 2ª Guerra Mundial e a política dos EUA no século XIX. O conhecimento sobre a Doutrina Monroe ajuda na resolução dessa questão. Caso queira alguma questão comentada, deixe nos comentários. 

domingo, 3 de outubro de 2021

Conheça mais à História - A cavalaria medieval

                                                        A cavalaria medieval

        Celebrada por seus ideais de honra, lealdade e heroísmo, a cavalaria medieval era um grupo de guerreiros de elite. Ser cavaleiro era ambição de todos os jovens nobres, preparados para isso desde a infância. Por volta dos 7 anos, o menino era enviado ao castelo de uma família nobre para servir de pajem ao senhor e à sua dama. Em seguida, tornava-se escudeiro e ficava encarregado de conservar as armas, cuidas dos cavalos e repassá-los ao senhor nos combates.

        Perto dos 18 anos, depois de demonstrar habilidades e virtudes guerreiras, o jovem era sagrado cavaleiro. Muitos dos que chegavam a essa posição tornavam-se cavaleiros errantes. Viajavam em busca de aventuras, glórias e riquezas e se colocavam a serviço de um senhor que, em troca, fornecia armas, cavalos e vestimentas. O reconhecimento das habilidades e da coragem dos novos cavaleiros acontecia não apenas nas batalhas e grandes caçadas, mas também nos torneios, espetáculos, organizados nas épocas de festas. Nessas ocasiões, disputavam-se títulos e casamentos.

    As inúmeras canções de festa mostravam os cavaleiros como símbolos da coragem, da generosidade e da lealdade (você verá mais sobre este assunto no próximo capítulo). Mas, na realidade, geralmente eram temidos, saqueavam e usavam violência. Com o enfraquecimento do poder central, a Igreja recrutou cavaleiros para se proteger dos saques desses senhores guerreiros. Ela também passou a insistir na importância de proteger os cristãos, buscando atrair os cavaleiros para defender a paz e a ordem. No final do século X, a Igreja criou a Paz de Deus e a Trégua de Deus, proibindo os combates contra pessoas desarmadas (como os clérigos), em certos lugares (como os mercados) e em certas épocas (como a Quaresma).

Referências:

VICENTINO, Cláudio; VICENTINO, José Bruno. Projeto mosaico: história – anos finais (ensino fundamental), 7° ano. 1ª ed. São Paulo: Scipione, 2015. p. 22.

 

Fred Costa

sábado, 2 de outubro de 2021

Conheça mais à História - Suseranos e vassalos

                                                                        Suseranos e vassalos

            Durante a Idade Média européia, as relações de poder entre o rei, os senhores feudais e seus servos constituíam laços individuais de proteção e de obrigação mútuas. Tais relações remontavam às tradições tribais dos “bárbaros”, estabelecidas entre o guerreiro que dava terra e proteção e aquele que prestava serviços e devia fidelidade.

       Na ordem feudal, aqueles que ofereciam proteção geralmente possuíam um exército à disposição, e eram chamados suseranos ou Senhores. O principal suserano de um reino era o próprio rei. Abaixo do rei vinham os Grandes Senhores (duques, condes), abaixo destes estavam os Senhores com feudos menores e, mais abaixo, os simples Cavaleiros. Os vassalos, por sua vez, eram aqueles que juravam lealdade, oferecendo serviços militares, entre outras tarefas.

Quase sempre os suseranos eram proprietários de uma vasta área e distribuíam terras e cargos a seus vassalos em troca de um juramento de fidelidade. Dentro de seu feudo, o vassalo passava a ser também um suserano, distribuindo proteção e posses a parceiros que, por sua vez, se transformavam em seus vassalos. Criava-se, assim, uma extensa cadeia de obrigações e de lealdade entre Senhores, buscando garantir unidade e poder ao grupo social.

O acordo entre as partes chamava-se contrato vassálico, raramente feito por escrito. Em geral, ele era confirmado numa cerimônia em que o futuro vassalo prestava homenagemn ao suserano e depois fazia o juramento de fidelidade. O suserano, por sua vez, fazia a investidura, ou seja, entregava ao vassalo um punhado de terra ou outro objeto para simbolizar a concessão do feudo.

Referências:

VICENTINO, Cláudio; VICENTINO, José Bruno. Projeto mosaico: história – anos finais (ensino fundamental), 7° ano. 1ª ed. São Paulo: Scipione, 2015. p. 20.

 

Fred Costa



sexta-feira, 1 de outubro de 2021

Questão do Enem 2009.3 - Redemocratização (atividade econômica)

Enem (2009.3) Redemocratização 2

A foto acima foi realizada por Sebastião Salgado, em 1989, no garimpo de Serra Pelada. Do ponto de vista social, ambiental e econômico, o fenômeno retratado:

A) abriu uma nova frente de trabalho e de produção de riqueza no estado do Pará, que se mantém até hoje, graças a um planejamento sustentável.
B) permitiu a extração de ouro, o que elevou socialmente grande contingente populacional e contribuiu para melhor distribuição da riqueza na região.
C) é indício da sobrevivência, no Brasil, das velhas práticas de mutirão, que, por serem tradicionais, agridem menos a natureza.
D) mostra como, no início da revolução informática, ainda se recorria ao trabalho manual em condições desumanas, sem racionalidade produtiva.
E) reuniu milhares de homens em busca de fortuna, o que resultou na criação, na região, de várias cidades na região com economia diversificada.


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A) abriu uma nova frente de trabalho e de produção de riqueza no estado do Pará, que se mantém até hoje, graças a um planejamento sustentável. Mesmo nos dias atuais, existem garimpos não-sustentáveis que destroem o meio ambiente.
B) permitiu a extração de ouro, o que elevou socialmente grande contingente populacional e contribuiu para melhor distribuição da riqueza na região. Pouquíssimas pessoas ficaram ricas com a exploração de ouro nos garimpos do Pará.
C) é indício da sobrevivência, no Brasil, das velhas práticas de mutirão, que, por serem tradicionais, agridem menos a natureza. Na imagem apresentada do garimpo, não percebemos respeito a natureza, assim como não ocorria na prática.
D) mostra como, no início da revolução informática, ainda se recorria ao trabalho manual em condições desumanas, sem racionalidade produtiva. Mesmo em um período em que a tecnologia estava em um grande nível de desenvolvimento, pessoas trabalhavam em péssimas condições de vida, degradando o meio ambiente.
E) reuniu milhares de homens em busca de fortuna, o que resultou na criação, na região, de várias cidades na região com economia diversificada. Muitas cidades foram criadas resultado dessa exploração, mas a economia diversificada não ocorreu, já que ainda existem garimpos, mantendo o sistema econômico baseado na exploração do ouro, sendo em alguns lugares clandestinas.


Se você acertou PARABÉNS! Caso contrário espero que os comentários tenham ajudado a entender um pouco mais. Questão com um nível de dificuldade mediana. Quando o tema é atual, principalmente a partir da Redemocratização, as imagens ajudam na resolução, combinada com a interpretação do comando da pergunta. Caso queira alguma questão comentada, deixe nos comentários.